Cinco e vinte

Não confundir com “quatro e vinte”.

Nessas duas últimas semanas acordei às 5h20min. É. Nada como acordar tão cedo — não que isso seja legal e empolgante. Pelo contrário. Tudo está dormindo. Tudo. O sol não está acordado, é frio e nublado. E frio pede ficar mais na cama; e ficar mais na cama acaba em atraso. Nada mais frustrante que querer dormir mais em um dia frio e o “soneca” apitar.

Pior que acordar cedo é fazer o próprio café com sua capacidade mental no modo pós-acordar-num-dia-frio. Acabei fazendo um pão de filtro com café assado. Ah, o sono.

Café com pão. Café com pão. Café com pão.

Pior que acordar cedo e fazer o próprio café da manhã com um sono colossal é ter que pegar ônibus. Não pelo andar de ônibus, mas pelo horário. A inconstância do horário é tanta, que é digna das melhores Klarissas.

Pior que acordar cedo, comer com sono e não poder contar com a previsibilidade do ônibus é chegar no ponto e vê-lo indo embora indiferente ao seu atraso. Pior que ser pior, é frustrante. Tanto quanto não poder dormir mais um pouco.

De frustrações matinais em frustrações matinais, o despertador toca, a vida segue e o ônibus atrasa.

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