O que eu aprendi em 2016

Black Sabbath, The End Tour — na Pedreira em Curitiba — 2016.

Inspirado no post da minha amiga Elton Minetto, vou aqui também refletir sobre o que eu aprendi nesse ano e deixar registrado para quem sabe o PorKaria de 2035 ler.

Eu me sentia totalmente desorganizado, mas eu não sou!

Eu consegui tirar esse peso das minhas costas depois de anos tentando me organizar, percebi que em certos momentos eu estava tentando organizar a direção do fogo de dentro de um incêndio. Tamanha loucura em querer se sentir produtivo.

Acabei caindo na real, eu não sou tão ocupado assim, tenho tanto tempo de sobra que estava me culpando por querer ocupar ele com simplesmente fazer NADA. A sede por separar as horas do meu dia em % se foram, hoje tenho o livre prazer de ficar atoa e não me sentir culpado por isso. Existe vida além do trabalho.

Ser medíocre nem é tão ruim assim

Incrível como uma coisa puxa a outra, quando eu me dei conta que não preciso ocupar 100% do meu tempo com coisas “uteis”, eu comecei a realizar a vida boa que eu tenho. Não, eu não sou milionário, não tenho casa própria, o meu carro é de 2012, sou dependente de “salário”, sou casado, tenho casa para sustentar e todas as obrigações de “adulto”. E não é essa a vida medíocre da maioria da classe média? Que 10 de 10 empreendedores de “sucesso” criticam? Até por que todo mundo tem que querer ser o Steve Jobs não é mesmo? Bom, eu não.

Eu me aposentei como programador, agora eu sou técnico de programador

Talvez isso ainda seja medo de falar que: sim, eu virei um gerentão da porra.

Mas pelo fato de eu ter ficado no front de batalha por tantos anos, as cicatrizes de uma vida de programar vão ficar para sempre, os programadores terão que ouvir o tiozão falando “na minha época, eu subia código via FTP, num .rar vagundo, e hoje vocês ai clicam na porra de um botão e esperam ficar verde e bla bla bla”. E espero que um dia, todo programador tenha que gerenciar uma equipe e ter que reportar resultados para os “chefes”.

Estou me afastando das pessoas e ainda não sei se isso é bom ou ruim

Talvez seja por que os 30 anos estão chegando e eu começo a olhar para trás e começo a recalcular a minha trajetória para o futuro, mas eu realmente estou mudando e isso infelizmente vai na contra mão de coisas que eu fazia muito a 1, 2 ou 3 anos atrás, como palestrar por exemplo, hoje eu não tenho nada a acrescentar tecnicamente a um evento de TI e já deu a cota de palestras com o tema “empreendedorismo”, eu cansei. Isso infelizmente me afastou de grandes amigos que fiz por esses eventos e viagens, mas a vida não é assim? pessoas chegam, pessoas vão, mas a amizade continua no coração (que rima mais vagabunda).

Pessoalmente, acho que preciso me esforçar mais para encontrar meus amigos, apesar que diversas vezes eu tenho preferido ficar em casa bebendo e jogando Dota 2, que estranho, espero melhorar nisso ano que vem.


Resumindo, 2016 foi o inicio de uma desconstrução de valores sociais, o que mais me incomodava era a minha superficial da concepção de sucesso. Sei que desconstruir valores é algo demorado e doloroso, mas já dei grandes passos esse ano.

Que em 2017 eu continue caminhando para uma vida mais próxima da realidade social do que da realidade das redes sociais.

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