Starry Path: Amay’nd

Entre luzes e sombras…[Parte I]

Ano: 2560, localização desconhecida.

Lentamente recobro minha consciência, ainda confusa, não tenho ideia de onde é que estou, ou mesmo do que aconteceu. Tento me lembrar, minha cabeça dói, sem sucesso, me sinto confusa e desorientada.

A minha volta, tudo fora tomado pela escuridão, posso ver apenas alguns leves nuances de luz a passar pela janela principal, da ponte. Além disso, todos os sistemas de minha nave estão a falhar, ainda estou presa a minha cadeira sem entender o que se passa.

Quando um alarme dispara em intensidade máxima, preciso levantar-me e agir, saiba ou não o que está acontecendo, sinto o frio me envolver dos pés a cabeça, percebo que os sistemas de minha nave estão a falhar, consequentemente levam o suporte de vida a também falhar, se eu não agir agora posso sufocar e acabar congelando, sendo assim, qual das opções é a pior? Sinceramente… Não quero descobrir isso, não mesmo!

Desprendo-me dos cintos, levanto-me, e …

Imediatamente sou jogada de volta no banco, bati a cabeça em um painel que estava acima de mim; imediatamente penso …

Ótima percepção espaço-sensorial, não?

Certo… Levanto-me outra vez, ainda levemente atordoada, porém devo agir para que minha nave esteja operacional. Não tenho opção, é isso, ou uma morte fria e sufocante me aguarda.

Dez passos a frente encontro minha lanterna, não sei como a mesma fora parar neste canto, normalmente a levo comigo, por experiência própria, e também porque já perdi a conta de quantas vezes cheguei a precisar de uma lanterna.

Ainda processando o que acontece a minha volta, encontro o painel principal da ponte, não vejo boas notícias, todavia, o painel ainda funciona, mas o módulo principal de energia sofreu uma sobrecarga e precisa ser substituído, por algum motivo que ainda desconheço, o módulo auxiliar não foi ativado no momento da sobrecarga, mas este ainda está funcional.

Não posso ativar manualmente o módulo secundário devido a uma falha no sistema. Percebo que o tempo está passando; junto a ele, minhas chances de sobrevivência também, então… O que posso fazer?

Tomo a decisão de utilizar o terminal e programar um reboot de todo o sistema, ajustei uma contagem regressiva de 360 segundos para que o reboot se inicie. Com isso, terei tempo o bastante para descer até a seção de engenharia, onde poderei substituir o módulo defeituoso por um funcional.

Envolta pela escuridão, e pelo frio, desci até chegar a engenharia. Como praticamente não há energia para utilizar os elevadores, desci pelos tubos do elevador, o que por si só não parece algo muito inteligente de se fazer.

Realizo a substituição do módulo e retorno a ponte.

Flashes pulsam em minha mente, procuro recordar-me do que aconteceu, mas de nada adianta. Meus abro olhos, a frente avisto uma nebulosa e maravilhada fico com tamanho esplendor, um espetáculo luminal de tons roxos e azuis a bailar silenciosamente em meio a escuridão.

Ao terminar o reboot; não consigo parar de pensar sobre onde é que eu estou, ainda não chequei minha localização. Porém, sei que até então, eu nunca havia visto uma nebulosa como a que está a minha frente neste momento, penso…

Afinal, onde estou…?

Ao pensar sobre isso, uma sensação de frio me envolve completamente.

Com o brilho da nebulosa nos olhos e muitas incertezas em minha mente, decido, é hora de agir, hora de buscar uma resposta a minha questão.

Por mais assustadora que possa ser a resposta […]

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