Categorias de base: Empresários no poder

Por: João Miguel Lobo Lotufo e Renan Richters de Souza

Muitos dizem que Torcidas organizadas e diretorias mal preparadas para exercer seus cargos, são fatores que contribuem para formar o chamado “Câncer do futebol brasileiro”, porém acreditamos que há outro fator de grande importância que é esquecido por muitos e afeta em diversas áreas do esporte. Os Empresários!

A base do futebol mundial sofre cada vez mais com o assédio de empresários a jogadores da categoria de base. Já virou rotina do futebol brasileiro um menino que se destaca em alguma competição (seja no futebol de campo ou de salão) ter seus direitos econômicos disputados por diversos empresários e clubes. O Santos Futebol Clube, por exemplo, é um tradicional formador de suas categorias de base, sua história conta por si só com nomes como: Neymar, Robinho, Paulo Henrique Ganso, Diego, Gabigol, entre muitos outros. Por sempre apostar nas categorias de base, o Santos vira alvo de diversos empresários para seus jogadores ganharem visibilidade e futuramente gerar lucro em uma possível venda ou até mesmo em uma renovação de contrato. O grande problema é este, a VENDA desses jogadores, pois empresários não ligam se o jogador é importante ou não ao clube, eles querem é ter o retorno financeiro com este atleta, então muitas vezes um jogador que se destaca no elenco profissional é vendido por 20 milhões, mas destes (20) cerca de 4 milhões são destinados ao clube formador. Ou seja, o clube que revelou o jogador para o futebol, fica com porcentagens mínimas em sua venda.

A base do futebol, como disse a jornalista e repórter de campo Gabriela Moreira dos canais ESPN, passou por um processo de modernização e agora realiza um trabalho de excelência. Realmente a base do futebol brasileiro se modernizou e muito; atualmente temos competições Nacionais de categorias do sub-15 até o sub-20 e a tendência é melhorar essa marca; técnicos impondo filosofias de jogo da mesma forma que o time profissional joga, assim o jogador que sobe para o profissional esta mais preparado; centros de treinamento para base de nível europeu. A tendência é só melhorar, como prova dos avanços nas categorias de base, estudos apontam que todos os clubes da Série A do campeonato brasileiro possuem em média cerca de 7 jogadores formados nas categorias de base do clube, e destes 7 pelo menos 3 são titulares de seus times.

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