Conhecendo a sogra

Antes de mais nada: Isso é uma história de amor (ou não) em cinco rápidos parágrafos. São, quase sempre, casos verídicos alterados de forma sutil para servir à proposta do blog. Os personagens e os ambientes são ou podem ser fictícios.

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Marina estava se apaixonando aos poucos por Danilo, seu namorado. Os dois completaram três meses de relacionamento quando chegou uma sexta-feira comum em que eles poderiam ter um ao outro em paz.

Estava tudo programado para um grande fim de semana, pois a família de Danilo estava fora da cidade. Para executar os planos que tinha em mente, o rapaz encheu o chão do quarto dos pais (o dele não tinha cama de casal) de pétalas de rosas e ainda preparou a banheira com sais especiais da Malásia para tornar a experiência ainda mais interessante.

Ela topou e ficou ansiosa para se entregar, já que finalmente eles teriam uma grande noite sem precisar pagar um motel caro. E era a primeira noite que ela iria entrar com alguém em uma banheira. Portanto, o clima estava perfeito para o romance.

Fizeram tudo que tinham em mente e apagaram de sono por volta das quatro da madrugada. No dia seguinte, Marina acordou feliz da vida. Estava sorrindo até que viu um semblante preocupado no rosto de Danilo. Os pais chegaram antes da viagem e surpreenderam o casal. Danilo então armou uma operação de espionagem para tirar a namorada do quarto: a namorada ainda não tinha sido apresentada aos sogros.

Marina recebeu orientações e estava saindo do quarto na ponta dos pés, só de toalha, segurando as roupas na mão. Teria dado tudo certo se Dona Adelaide não estivesse do lado de fora, esperando para dar o flagra. Se conheceram sem dar nem um aperto de mão sequer. Marina demorou quatro meses para superar a vergonha e voltar à casa dele. Dona Adelaide faz cara feia pra ela até hoje, mesmo depois do casamento. A primeira impressão é a que fica, dizem.

FIM.

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