Mundo das ideias,
cais da transcendência

O Cais Mauá nunca foi uma realidade. Ele sempre foi uma ideia. Um espaço com uma necessidade de transformação latente.

Assim como toda a ideia, ela tem várias perspectivas, adeptos e interpretações. No mundo das ideias, neste caso não é o de Platão, há discordâncias. As ideias surgem. As interpretações se desdobram. As discordâncias entram em discussão.

Tudo isso contribui para que algo ainda maior aconteça: a ideia desça do mundo das ideias e chegue no mundo das pessoas.

Quando acontece essa aterrisagem, novos desdobramentos iniciam. Afinal, é quando o impacto e as transformações exigidas tangem a rotina. Fechar uma rua aqui, derrubar uma parede ali, levantar um mirante acolá. De novo, são as perspectivas. Desta vez, porém, as definitivas. E neste caso, a margem para que a discussão se amplie exige transcendência.

Os discordantes discordarão por que não é da forma que imaginavam. Os adeptos do projeto farão o mesmo. Mas a seu favor, enaltecendo a grandiosidade daquilo que sempre projetaram mentalmente. E a transcendência? De qual lado ela vem? Ela está a frente. No futuro. No uso do espaço.

Vista de Porto Alegre da perspectiva de Guaíba. Foto: Edgar Weber

O Cais como espaço de apropriação social

A transformação do cais não é definitiva, ao mesmo tempo que o impacto das obras de revitalização. A visão de impacto vai além das consequências estimadas em planos e projetos. Assim como a cidade, um projeto é dinâmico. Resiliência é uma palavra-chave. Projeto recebe esse nome por que é uma projeção. A realidade é de cada um que passará pelo cais revitalizado.

Do outro lado do cais sabemos que há um por do sol incrível que poderá ser contemplado sob novas perspectivas. Do outro lado do cais estão as expectativas de todos, o que cada um ambiciona para o futuro do cais. Estão as interações, as ideias, os negócios, a cultura da cidade se transformando.

Discutir mais. Para transformar melhor

Evoluímos sempre, principalmente quando transcendemos os limites do projeto, do papel, é quando realmente geramos transformação. Em discussões não há perdedores e nem vencedores.

Perde quem não interage. Perde quem não se apropria. Seja da discussão e das ideias que estão no ar na concepção do projeto ou do projeto pronto que não atende plenamente as expectativas.

Não gostou? Tome conta. Se aproprie. Quando alguém
diz que o projeto é de todos, é real, não é ideia.

O projeto é de todos, o Cais Mauá, mais ainda. As oportunidades de interação estão postas.

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