Até palmeiras ao vento dançam a Metralhadora!

Eu nunca gostei de bailinho, nunca gostei de rave, nunca gostei de forró, nunca gostei de baladas dançantes, nunca gostei de Carnaval, sempre pelo mesmo motivo: eu não sei dançar.

Bom, quem como eu é uma palmeira ao vento quando o assunto é dança pode encontrar a salvação nas coreografias prontas. Sim, se você não é, nunca foi, nunca será extrovertido o suficiente pra colocar os braços pra cima e “se jogar”, chacoalhando as cadeiras ao som de alguma coisa que mais parece o barulho da construção de um prédio, as danças do tipo Macarena, Ragatanga, Metralhadora e todas as vertentes do axé e do funk — Dança da garrafa, Dança do bambolê, Dança da manivela, Bang, De Ladin, Show das Poderosas…. — são realmente a salvação.

Explico:

1. Esse tipo de música toca em todos os lugares — de festa de casamento a festas de fim de ano de empresas, passando pelas festas do Ibiza e outras baladas da Vila Olímpia e pelas festas de aniversário do seu sobrinho.

2. Você nunca vai pagar o mico de se perder na coreografia — sempre tem uma tiazinha tentando fazer e um bêbado (de novo, eles) no meio. Resumindo: sempre estão todos perdidos!

3. Basta ouvir uma vez e ter um pouco de coordenação motora pra saber que sempre a mão vai no joelho ou na cabeça, depois dá uma abaixadinha, quebra de ladinho e sobe de novo (ou é o contrário?!).

4. Se você esquecer a coreografia, com certeza vai lembrar da letra, normalmente composta pelas palavras: mão, joelho, cabeça, cintura, e pelas vogais ‘a’, ‘e’ e ‘o’ — agora tem as sílabas “tra, tra, tra” também — repetidas inúmeras e incansáveis vezes.

5. Ah, outro fator importantíssimo: pular é muito válido, principalmente porque sempre tem alguém gritando ‘Tira o pé do chão!’ Como assim, ‘Tira o pé do chão!’?! Só pulando mesmo!

6. Fora isso, basta não se confundir, tentando colocar o joelho na bundinha, dar uma mãozinha e balançar a cabeça, tirando o pé do chão, principalmente não tente fazer tudo ao mesmo tempo…

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