O ordinário e o extraordinário
Pequenas coisas, grandes diferenças
Fiquei pensando: o que torna as coisas extraordinárias? O que as faz diferenciadas?
Não. Não é um papo sobre desempenho ou regras fofas para “melhorar sua qualidade de vida”.
É uma conversa.
O que é comum? Corriqueiro? Óbvio? O que você faz todo dia? É isso que você vive?
“Ordinário” era um xingamento que a minha mãe usava raras vezes quando brava. “Seu ordinário!”. De meter medo!
“Extraordinário” tem, normalmente, sentido positivo. Claro, chamar alguém de “extraordinariamente chato” não é bem algo positivo!
Então? Como ficamos com essas palavrinhas? Vamos ao âmago. “Ordinário” é costumeiro, normal, coisas de sempre.
“Extraordinário”, fora do comum, não usual. Ponto fora da curva.
Nós dificilmente vivemos no extraordinário. Pois a ordem, ou uma nova ordem, se estabelece depois desse tipo de evento. Vivemos, normalmente, no ordinário.
Um tornado passando dentro de uma cidade é um evento extraordinário. Não vivemos com tornados toda a semana nas cidades.
“Ordinário” denota ordem. Qual é a sua ordem? Ela é compatível com o ambiente que te circunda?
Você está inserido nessa ordem? Você se sente confortável com ela?
Aí entra criar o “extraordinário”. Se você não está contente e a sua “nova ordem” não gera prejuízos relevantes para você ou para o todo, hora de estabelecer uma nova ordem.
“Nova Ordem” não precisa ser, necessariamente, botar a vida de cabeça para baixo. Pode ser apenas ensinar o cachorro a não subir na cama, para quem não gosta de cachorro na cama.
Ou deixar de ficar incomodado no trânsito. Uma vez que se incomodar não faz você chegar mais rápido. Essa é uma das minhas. Andar de carro nas cidades é um desafio, para mim, de paciência e amor ao próximo!
Coisas simples. Pequenas coisas. Já escrevi sobre isso. Interessante ler ou reler: Pequenas coisas que fazem grandes diferenças.
Como estabelecer a “nova ordem”? Boa pergunta. A resposta é muito pessoal. A dimensão dos problemas, anseios, desejos é muito pessoal.
Por isso, aqui, é um diálogo. Aqui, começa o movimento. Não há fórmula mágica. Somos os responsáveis únicos pelo que somos.
Não somos? Culpa do governo? Dos bandidos? Do Batman? Mãe do Badanha?
Fica só a pergunta. O que posso fazer para modificar o meu estado atual e me tornar diferente?
Claro, lembrando que a mudar só interessa se há um ganho perceptível e verificável. Se não, para que mudar?
