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SOCIEDADE

“Retardada” e “histérica”: ofensas a Greta Thunberg expõem a psicofobia

Ativista foi chamada publicamente de 'retardada' pelo colunista Rodrigo Constantino e de 'histérica' pelo locutor Gustavo Negreiro

Priscila Cotta

2 de outubro de 2019 - 00:30

A recente polêmica que envolveu Greta Thunberg, segundo biografia no Twitter de 2,6 milhões de seguidores “ativista climática e ambiental de 16 anos de idade com Asperger”, traz à tona um termo pouco conhecido, mas muito praticado: a psicofobia. Ela foi chamada publicamente de “retardada” pelo colunista Rodrigo Constantino e de “histérica” pelo locutor Gustavo Negreiro.

Ofuscadas entre outras agressões pesadas contra…


Uns meses após o início do isolamento social, li que a próxima onda seria de saúde mental. Meses de luto, medo e confinamento teriam consequência e ela viria em massa.

Quem já lidava com problemas como depressão, teria boas chances de conseguir se virar melhor porque já possuía ferramentas de autoconhecimento por exemplo.

(não tenho fontes e trago uma interpretação livre dessa memória)

O fugere urben também estava em pauta como previsão. Muita gente trocando apartamento na cidade grande por casas perto da natureza.

A classe média estava se conectando com atividades básicas de subsistência — sem empregada, babá, escola…


Cartaz que colamos na igreja e na venda para convidar os moradores

Em junho deste ano participei de uma experiência transformadora quando me juntei à Carol Bernardes para ajudar a viabilizar uma residência criativa (que aliás desistimos de chamar de residência artística pela definição muitas vezes excludente que tem a palavra "arte") em uma comuna localizada na montanha, a 300km de Bari, na região sul da Itália — Puglia. O projeto se chama Open Oca e na sua primeira edição reuniu 12 pessoas, entre voluntários, residentes e organizadores — brasileiros, italianos, uma maltesa e uma suíça. Pra ter uma visão de quem viveu a experiência da residência, vale o bonito relato da…


Esses dias, um amigo que já fez alguns trabalhos comigo e com a fervo — agência de comunicação que eu lidero— me fez uma pergunta: “Se fosse pra resumir, o negócio principal da fervo é texto?”. Meu queixo caiu, a testa franziu e o coração deu uma paradinha antes de eu digitar um desesperado: “Nãããão” no whatsapp. …


Há exatamente uma semana, deixei a minha casa em São Paulo e embarquei em um avião rumo a Barcelona. De lá, uma conexão aérea pra Nápoles. Dormi uma noite num hotel próximo à estação de trem e, na manhã seguinte, peguei um trem até Benevento, outro trem até Foggia e mais um trem pra Lucera.

Depois de uma viagem de cerca de uma hora de carro (com parada no vilarejo de Troia) cheguei a Celle Di San Vito com este lindo por do sol visto do castelo onde ficarei hospedada por 23 dias ao todo.


Minha mãe sendo "bela, recatada e do lar", aos 18 anos, pouco antes de eu nascer

No início dos anos 80, minha mãe terminou um casamento em que ocupava o papel de primeira dama de um executivo ciumento e, naquela época, dominado por valores machistas. Sonhava em ser atriz, mas, o máximo que conseguiu permissão foi para montar um grupo de animação para festas infantis. Ela era a fada boa. Voz doce, macia e feminina. Vestido rosa longo e esvoaçante. Encantava as crianças e não fazia mal à “sociedade”.

Aos 25 anos de idade, com três filhos (eu de 5, meu irmão de 2 e minha irmã de 1) ela decidiu mudar essa história. Pediu o…


(Artigo feito em 2014 para blogagem coletiva no Brasil Post pelo Dia da Mulher)

Já mudei muitas vezes de casa, de trabalho, de vida, e sou bem desapegada das coisas materiais. Adoro jogar tudo fora sem olhar, só pra ter a sensação de um vazio a ser preenchido e pra me desafiar a não depender de nada. “Se eu não lembrei daquele papel no último ano, nunca mais vou precisar”.

Mas, tenho uma caixinha que me acompanha. Traz alguns “Recuerdos” (nome que já esteve impresso na etiqueta dela) e eles crescem pouquíssimo ao longo dos anos. Não tem nada que…


Praticante da meditação conta como incorporou a prática a ações cotidianas (Artigo que escrevi a pedido do Namu em 2013)

Não se apegar aos pensamentos é a única instrução para a prática da meditação zazen

“Quanto mais eu exercito a minha mente para buscar aquela abstração, o desapego dos pensamentos, das historinhas, mais ela vai buscando sozinha aquele estado, mesmo quando eu não faço isso intencionalmente. Como aquela máxima que diz que as melhores coisas acontecem quando não esperamos por elas.”

O zen-budismo é baseado no zazen, que significa sentar em zen — uma espécie de meditação. Mas os praticantes não gostam muito de dizer que zazen é meditar porque o verbo é transitivo e…


(artigo que escrevi a pedido do Namu em 2013. Mudei de vida mais uma vez, mas o que aprendi nesse tempo não esqueço mais)

A faxina em grupo serve para aproximar a família e educar as crianças

Todo mundo sabe da importância de um ambiente limpo e organizado para o equilíbrio do corpo e da mente. Basta puxar da memória qualquer situação de alguém acamado ou triste e outra pessoa entrando para abrir as janelas, deixar o ar entrar, trocar os lençóis e limpar o quarto. É energia circulando, a luz, a sensação de cuidado? Provavelmente um pouco de tudo, mas a experiência mostra que, de fato, as coisas melhoram. Mais do que…


Priscila Cotta viveu uma experiência intensa de trabalho com gestão horizontal e conta a real sobre o que é sonho e o que é verdade no desafio de realizar projetos coletivos e engajar pessoas (foto: Leonardo Pacheco)

por Priscila Cotta

De toda a minha vida profissional como comunicadora, que tem aí seus 16 anos, por apenas cinco eu tive emprego. No restante do tempo, empreendi. E a cada empreendimento, um novo passo em busca de relações de trabalho mais horizontais e humanas.

Aos 24, abri uma agência de assessoria de imprensa ao lado do meu marido na época, o também jornalista Mauro Hossepian. Não foi intencional. Fechamos contrato com as casas da Cia Tradicional de Comércio (na época eles tinham Pirajá, Original, Astor e pizzarias Bráz) e fomos tão bem que começamos a ser procurados por outros…

Priscila Cotta

Jornalista, Social Media, Relações Públicas. Acredito e aposto na força das conexões pra melhorar o mundo.

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