Daqueles desafios disfarçados

Pode parecer facinho, mas a verdade é que desaprendi de escrever livremente. Não quero criar um desafio de escrever durante x dias ou escrever y textos. Aí deixa de ser livre, não é? Sinto que tirar um pouco do que passa pela minha cabeça nos dias de home office solitário será bom, mas para falar a verdade nem sei como começar. Então vou começar do começo.

Eu, Priscila, 34 anos, mineira em São Paulo há 2 . Louca das plantas, dos gatos e, segundo meu marido, defensora dos bichos feios. Nas internets desde menina, isso completa aí uns quase 20 anos desde então. Não sei nem dizer quantos blogs criados e abandonados, quantos perfis em redes sociais…

Estar online se tornou uma maneira de viver e de trabalhar. Depois de alguns anos em produtoras de conteúdo e agências online, em 2011, chegou a hora de criar a Negócio de Mulher. Uma forma de ajudar mulheres que sonham e planejam empreender e "de quebra" impactar de alguma maneira a vida daquelas que estão insatisfeitas com seus trabalhos atuais, saúde, relacionamentos amoros/familiares.

Uma paixãozinha querida e como toda paixão a gente coloca ali todas as expectativas, todo o tempo, todo carinho. Aí escrever fica mais fácil.

Fica mais fácil porque quando a gente está apaixonado transborda mais naturalmente tudo que está dentro. Todo novo conhecimento, as causas, as curiosidades. Tudo transparece.

Hoje, quase 6 anos depois, é natural que eu queira me encontrar novamente com minha história, redescobrir minha própria voz, realinhar sentidos e dar espaços para novas curiosidades. É como pipa, tem que dar linha pra voar e ver para onde posso levá-la.

Claro que essa mudança se reflete no cabelo. Ops! Quis dizer em projetos paralelos. Se tem uma coisa que eu e a minha sócia, Karine Drumond, aprendemos na teoria e na prática é que carreiras criativas não são lineares. O que a gente decidiu abraçar e assumir com coragem e segurança. Por isso, essa descoberta interna também vai dando aos poucos forma ao meu trabalho paralelo à Negócio de Mulher (aqui, caso você fique curioso/a).

Ainda não sou mãe, mas acredito que deva ser um pouco como isso. Quando uma mulher se torna mãe, por algum tempo aquilo é tudo na vida dela. Depois ela sente a necessidade de se descobrir de novo mulher, para além do papel da mãe. Permanecendo ainda com muito orgulho desse papel, mas descobrindo que há mais debaixo de todo aquele amor.

Aqui então será esse lugar em que pretendo falar mais dos aprendizados, das curiosidades, do que tem me inspirado e me feito pensar.

Se quiser, divida esse espaço comigo. :)