"A memória é uma ilha de edição"
A gente esquece. Não adianta. Uma hora a gente acaba esquecendo.
A gente esquece daquele fora que levou há bem pouco tempo. Esquece da desilusão amorosa que um dia doeu tanto. Esquece. Passa. Apenas.
A gente esquece das chacinas, das tragédias, das guerras civis, da covardia que os meninos fizeram com o velho Galdino em Brasília, das mortes sem sentido. Dos acidentes com gente amada que um dia quase levaram junto também o nosso coração.
A gente esquece dos desencontros, dos esbarrões, de gente cínica e mal intencionada. Esquece de marcar encontro entre amigos; não vai esquecer dos ex-amigos?
A gente esquece dos aniversários! Não tá na nossa agenda, a gente esquece. É muita coisa pra lembrar.
Quer saber? Melhor assim. Porque há lembranças que, sinceramente, pesam.