Chegando no restaurante self service (ou “serve serve” como dizia meu vovô❤️) pra hora do almoço, fui conferir as iguarias do dia. E fiquei travada numa delas, com uma dúvida de ordem “linguística”.
Acima de um dos pratos, estava escrito:
Batata frita com pimenta (ou pinenta, como dizia o meu sobrinho) do reino.
Pronto. Eu travei. Como tou numa onda de alimentação saudável e o restaurante tem um perfil mais natureba, fiquei pensando: será que essa batata é frita COM a pimenta do reino – e não com óleo – ou será que ela só é temperada com a pimenta depois de frita? Bem, só eu que acho que o texto abre pra essa ambiguidade?
Ademais, não entendo absolutamente nada de cozinha. Não sei se pimenta do reino tem propriedades “fritantes”. Se o meu príncipe encantado chegar um dia no cavalo branco e me pedir que, pra provar meu amor, eu cozinhe pra ele, perco príncipe, cavalo branco, perco tudo. Mas enfim: acho que se eu soubesse mais de cozinha, certamente não. mergulharia nessa dúvida tão profundamente.
Preferi acreditar na minha primeira suposição e peguei as batatas, tentando imaginar a quantidade de vidrinhos de molho de pimenta do reino o cozinheiro não deve ter desperdiçado pra fazer aquela “fritura”. Estava bem gostosa. E gordurosa. Acho que me danei.
Não satisfeita ainda, porém, fiz a pergunta pra moça chinesa do caixa – a essa altura, no intuito de tentar me enganar mesmo que eu tinha comido coisa fitness.
“Não, nāo”, disse ela com a paciência de uma professora do primário que observa, orgulhosa, o avanço de seus alunos com a escrita das primeiras palavras. “A batata é frita normalmente e depois salpicada com pimenta do reino”.
Ah, bem, respondi deveras frustrada. Então tá bem. Obrigada, bom dia, boa semana, bom trabalho e aquela coisa toda.
