Neuroquímica

Começa explodindo no meu cérebro. Pequenos impulsos nervosos que descem por toda a minha espinha e espalha por todo o meu corpo. 
Pequenas partículas de mim se fragmentando, se chocando, borbulhando.
É a sensação apocaliptica que o toque da ponta dos seus dedos gelados causam ao tocar o meu pescoço, quase que despretensiosamente, uma erupção química no meu sistema orgânico.

Me perco em meio as regras.

Tão injusto ter que te observar e ter que controlar todas as minhas ações quando seu corpo fica perto demais e a química do meu corpo começa a me atrair para gravidade que é orbitar a tua pupila; enrijece de tal forma que todos os meus músculos não respondem de forma correta, até sentir o toque da sua boca na minha, minimamente, magnetismo físico e a loucura de se perder no próprio desejo para induzir aquela explosão supernova acontecendo dentro do corpo. Apenas por estar perto demais.

Isso parece ser imprudente demais.

“Sei até onde consigo ir”, repito com convicção ao meu senso de equilíbrio

Vou deixar você me beijar. Mas não vou nem pensar nisso agora agora agora, mas vou seguir te interpretando a minha maneira e soltando frases e expressões de uma personalidade alternativa a minha, burlesca e grotesca como nunca, no entanto, ainda parte do real e presente como sempre, anulando sua força mínima. “Sempre exacerbo minha falta de interesse com uma honestidade corajosa”, sou honesta nisso também; vou me deixar içar pelo descompromisso como um emaranhado de algas enroscadas, crescidas em um canto pequeno.

Quero transbordar dentro de mim com o seu toque outra vez.

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