Poem| Nossa Melodia
Encontro que colore minh’alma

Tudo o que quero agora é esse dia em branco, para escrever mais besteiras, cantar os minutos que pingam e não voltam mais. E todo dia como uma folha A4 branca, e nossos momentos como o próprio pincel. No canto esquerdo do peito uma caixinha e uma memória infinita para guardar todos os dias que terei ao seu lado. Eu continha um desejo quieto, receoso, calado, que brotou por eu gostar mais de mim quando estava/estou com você. Eu percebi que poderia dedicar muitas canções a você, como, por exemplo, aquela que diz:
“Eu amo
Todas as cores, toda a sua luz
Eu amo
Ninguém vai nos parar
Me dá sua mão, me leva” (Vanguart)
E nem essa, nem a mais bonita, a melhor, nenhuma seria tão boa quanto a canção que formamos em nossa sintonia. E a que eu quero mais te dedicar é aquela que se inicia quando minha mão encosta na tua, inteiramente espontânea. Quando meus braços entrelaçam aos teus e gritam, ecoam por dentro — me entrelaça a ti — no abraço que se fez lar. Te abraçar é a desculpa mais bonita para o meu coração beijar seu coração. O encaixe mais perfeito, feito sob medida, nossos lábios, encontro que colore minha alma de vermelho paixão. Se me beijar de verdade, beijar de alma e corpo inteiro vou transbordar para derramar em você todo o meu amor. E seu jeito cantante me envolve em uma melodia que não sei pronunciar em palavras, só consigo sentir e, posso dizer, nós somos a melhor poesia que o amor já gerou.
Você, que o tempo fez ser meu, chegou de repente, sem hora marcada, assim como as canções, as paixões e as palavras.