Quando a informação ofende…

Acabo de ler em um desses grupos de mães do Facebook um relato anônimo de uma mãe aflita pois o filho agrediu fisicamente outra criança. O problema é que a outra criança tem Down e ela não sabe como dar orientação ao filho. 
No depoimento essa mãe refere-se à criança com Down como “doente”. Assim, entre aspas. 
Comentei que ela já tinha começado errando uma vez que Down não é uma doença e um simples Google esclareceria isso. Para deixar a informação mais completa colei um artigo que explicava isso.

Para que, né? Fui massacrada por comentários que diziam que a tal mãe foi “super sensível no relato dela” e que eu não deveria exigir uma pesquisa de uma mãe que estava escrevendo nervosa.

Insisti que ela poderia ter mencionado que a criança era especial ao invés de “doente”.

Para piorar, por conta da polêmica, meu comentário foi apagado. SIM MEU POVO — APAGARAM A INFORMAÇÃO!

Ao que parece a tal mãe é uma coitadinha porque não sabe lidar com o comportamento do filho e tem direito de classificar uma criança de Down como “doente” para um grupo de 24 mil mães.

Aí eu te pergunto: 
1) E as mães com filhos de Down? Sentem-se como em relação a isso?

2) Por que a informação não foi corrigida pela moderadora no post ao invés de apagar meu comentário?

3) Se a mãe coloca “doente” entre aspas já se vê de onde o preconceito do filho vem, não é?

Mas não adianta: a projeção das mulheres que “não tem preconceito” mas acham super “ok” ao ver uma criança com Down ser chamada de “doente” em uma rede social faz com que o meu comentário corrigindo a informação seja ofensivo.

Que pena! Já vi que teremos uma geração de filhos que valorizam mais o estereótipo que a informação que evita isso.