Um textículo por dia (16)

Não comendo carne

Enquanto escrevo, espero a massa do meu hambúrguer vegetariano esfriar para poder modelar e colocar no freezer. Estava pensando também no quanto a decisão de ter cortado carne vermelha, frango e porco da minha dieta impactou a minha vida, desde as coisas mais simples, como onde almoçar, até as mais complexas, tipo quando e como engravidar.

Nesse processo, estou tendo dois grandes aliados: o livro da Bela Gil e o blog Presunto Vegetariano. Fica difícil ter ideias, às vezes, do que cozinhar porque o dia a dia é corrido e quando eu comia carne era só fritar ou bife ou um hambúrguer e pronto, tinha-se almoço. Carne meio que resumia a minha alimentação. Ou seja, muito pobre ela era. Agora eu sou “obrigada”, digamos assim, a diversificar mais. E nesse processo, descobrir como comer bem sem passar horas na cozinha também tem sido essencial.

Esse hambúrguer que estou fazendo, é a primeira vez que faço. Não sei se é bom ou ruim. Mas é muito prático porque leva proteína de soja, algo que atualmente tenho em abundância aqui em casa e nem sempre sei como usar. E imagino que seja um bom acompanhamento para, por exemplo, o risoto de couve flor e alho poró da Bela Gil, que é delicioso sozinho, mas que sinto, às vezes, que poderia ser acompanhado por mais alguma coisa.

De qualquer forma, não comer carne tem sido interessante, especialmente, como um exercício de auto afirmação. É constatar que eu posso fazer o que eu quiser se eu me esforçar bastante. E perceber que o simples ato de se alimentar pode ser também político e benéfico para o mundo em que vivo. Mas tenho de ressaltar: não sou vegana nem vegetariana. Apenas não como carne. Ainda como ovos, leite, queijo, peixes e frutos do mar. Isso porque estou num período de transição, então vou abrindo mão dos demais derivados de animais aos poucos. E o blog e o livro estão exercendo um papel fundamental para mim nesse período. Dessa forma, não podia deixar de passar a dica adiante. :)