Um textículo por dia (19)

Transparent s02e03

Hoje eu chorei na terapia, mas o motivo vocês já sabem, o aniversário da minha mãe (ver texto 17). Então hoje vou falar de Transparent, que cada episódio tá sendo um tapa na minha cara. Tô amando! Se vocês ainda não assistiram até o episódio 03 da segunda temporada, não continuem lendo! Obrigada! De nada!

Gente, gênero já era, como diria nossa maravilhosa Biblegirl. Família Pfefferman não sabe para que lado que vai, todos eles. Particularmente estou preocupada com Josh, que pode muito bem ter cagado uma relação com uma pessoa maravilhosa. Essa rabina, definitivamente, é de Deus. Haja paciência. Aceitar um filho mais velho inesperado, topar ter um segundo filho, lidar com Ali, que não foi nada gentil. Isso depois de toda a zona que foi o casamento da Sarah. Aliás, sobre Sarah, muito a dizer. Mas mais pra frente.

Como me irrita essa cultura machista estúpida de que é o homem que deve pedir a mulher em casamento. Porque não o contrário? E que insensibilidade do Josh, sabe? Já tá na chuva é pra se molhar, cara! Eu tenho certeza que essa rabina vai dizer não a ele quando ele pedir. E VAI SER BEM FEITO!

Pausa para Maura dizendo YES QUEEN! HAHAHAHAHAHA Quem nunca disse “yes queen” na vida recomendo fortemente Ru Paul’s Drag Race. Eu particularmente prefiro YES GAWD! Se elas começarem a fazer tong pop eu vou ficar no chão! Maravilhosas, as três!

E a grande revelação de que Maura já foi machista. Não, não basta fazer a transição, é preciso encarar de frente o passado. Muitas vezes, ele não é bonito. E não é fácil. Mas admitir, “eu machuco as pessoas”, foi bem importante pra personagem. E de quebra percebemos a importância do feminismo e o quanto muitas vezes homens que “atrasam” a trajetória de grandes mulheres possuem, na verdade, problemas bem mais profundos do que parece.

Voltando a falar de Sarah: VAI PROCURAR TERAPIA, MINHA FILHA! Tá muito fodida da cabeça essa aí. E ninguém faz nada! Toda a família dando cabeçada e ninguém percebendo o quanto ela está problemática. O mais interessante foi a cena em que ela, literalmente, esconde a sujeira do tapete. Mostra muito do caráter da personagem: sempre fazendo merda e fugindo da responsabilidade. Aí vemos uma cena reveladora do porque ela ter tanta dificuldade com questões amorosas: o abuso na infância pelo disciplinador, que ainda não foi devidamente elaborado por ela, tendo em vista que nunca contou a ninguém o que aconteceu. A solução para ela é tratamento, ela precisa conversar com alguém pra ontem.

E Ali é uma personagem à parte, que parece que quer estudar Questões de Gênero para ver se descobre mais a respeito de si mesma. Pra ela, caiu na rede é peixe. Na temporada passada ela estava parecendo uma trannychaser. E agora está transando com a amiga, que vai se machucar pra valer quando perceber que ela só está querendo experimentar. A amiga gosta dela de verdade e ela está só de zueira, porque ela sempre foi da zueira. Vai ser um negócio triste.

Que série incrível! Se eu pudesse, assistia tudo hoje. Mas vou assistindo na medida do possível.

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