Um textículo por dia (7)

As indicações ao Oscar 2016 e porque os filmes não estreiam no Brasil

É uma estratégia de puro marketing. Lá pra outubro e novembro, alguns filmes começam a ser cotados como os mais “oscarizáveis”, digamos assim. Os críticos falam bem, as pessoas nos EUA assistem e gostam e aí meio que se forma uma “aura” em torno deles. São os prováveis indicados ao prêmio da Academia.

A consequência disso é que os distribuidores guardam os filmes para o mercado internacional. Eles atrasam o lançamento em diversos países, incluindo o Brasil, para que eles só saiam nos cinemas depois do anúncio das indicações. Sim, eles deliberadamente capitalizam em cima dos indicados por serem indicados. E o nível de acerto tem sido bastante alto, ano após ano.

E é por isso que os indicados sempre estreiam por essas praças em fevereiro.

Os filmes para o Oscar

Existe uma indústria de “filmes para o Oscar”. Eles têm todos o mesmo perfil: são dramas, pessoais ou coletivos, que envolvem personas, muitas vezes reais, de grande impacto no público. Alguns desses dramas são notoriamente conhecidos por sempre gerarem indicações. Exemplo: filmes que tratem do Holocausto ou de campos de concentração ou de cidades dominadas pelo Nazismo/Fascismo durante a Segunda Guerra. Esse tipo de filme gera indicações na certa porque a Academia é muito sensível a essas questões. Até mesmo filmes que tratem de assuntos apenas relacionados a isso, como Ida, filme polonês, conseguem se beneficiar disso. Ida ganhou Melhor Filme Estrangeiro no ano passado.

E o Brasil nessa?

Só emplacamos na categoria Melhor Animação e isso graças à qualidade do filme, porque o mesmo não fez campanha nenhuma! Pena que estará concorrendo contra Divertida Mente, o que significa que dificilmente ganhará. Anomalisa também foi bastante elogiado. Ou seja, só dá Brasil se for uma zebra enorme. “Que Horas Ela Volta?” foi eliminado nas seletivas, não tendo ficado nem entre os nove finalistas, o que foi uma pena, porque o filme é ótimo!

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