Eu não sou exatamente aquilo que penso

Andando pelo rua movimentada de suas cidades milhares de pessoas coexistem cada uma em seu universo particular. Já parou para pensar nisso? Naquela multidão de gente cada cabeça está sintonizada em uma estação mental diferente. Alguns pensam nas contas do banco, outros lembram daquele dia na praia, e ainda existem aqueles mais criativos que estão criando algo. Milhares de pessoas caminham, milhares possibilidades de pensamentos.

Podemos chegar à conclusão que é preciso cuidar do que se passa em nossas cabeças, afinal isso pode afetar a todos que nos cercam. Meus pensamentos precedem minhas ações, e é preciso estar atento ao impacto que minhas ações exercem por aí.

Como já comentamos em um artigo anterior, após fazermos uma ação fica difícil controlar os frutos que dela nascerão, podemos imaginar que cuidar com carinho do nosso universo ininterrupto de pensamentos pode e deve nos ajudar a ser mais equilibrados.

Tá bom, mas como posso fazer isso? Às vezes minha cabeça parece um furacão! Veja bem, da mesma maneira que aceleramos nossa mente devido aos compromissos e pressões cotidianas, é possível aprender a acalma-la.

No trabalho ou em casa temos mil coisas a fazer, temos prazos, temos cobranças. Tudo pode ser um veneno para nosso bem estar. Separar pequenos momentos em nossa semana para contemplação de nossa cuca é o melhor caminho para fugir dos remédios tarja preta.

Observe o seguinte, quando sentimos medo, raiva ou ansiedade temos a tendência a nos confundir com esses sentimentos passageiros e nossa mente acredita ser estes sentimentos. Enraizamos nosso universo interno nestas oscilações mentais e ficamos confusos, vivendo de forma intensa algo que não necessariamente deveria dominar nosso ser. A partir daí tudo pode se agravar com o tempo.

Com a meditação ou mesmo com práticas de Yoga temos a oportunidade de aprender a olhar com certo distanciamento para esses eventos, para as questões que vem e vão em nossas cabeças. Aprendemos a olhar para o medo, a raiva ou para ansiedade antes da bomba explodir, e assim desenvolvemos um pavio maior, aumentamos nosso distanciamento desses sentimentos.

Assim, com a prática, vejo que não sou escravo de todo sentimento que martela minha mente, seja ele bom ou ruim, que é possível nutrir um distanciamento entre o pensamento e a ação decorrente dele. A partir daí aprendo a ser mais ponderado, a ter mais discernimento, e construo um universo mental mais pacífico, capaz de tomar atitudes que não causem grandes abalos em mim mesmo e nos demais.