Tendências para 2017 e como elas mudam as suas vivências

Chega um novo ano e, junto, as previsões dos mais diversos tipos: a cor que vai inspirar a moda e o design, o que funcionará melhor no marketing, o que está em alta na decoração e até os sabores que vão nos atrair mais.

Pra falar do que vem por aí em 2017, daremos um panorama amplo e, ao mesmo tempo, bem visível no nosso dia a dia. Confere aí as nossas apostas de tendências de comportamento pro ano que chega e como elas impactam as suas vivências.

Valorização da experiência do consumidor

Lembra que já falamos sobre UX (User Experience) como uma das profissões em alta? Em 2017 — e daí pra frente — a preocupação com a experiência do consumidor só tende a aumentar.

Isso porque vivemos um momento pós consumismo desenfreado, que deixa de lado a obsessão pelo ter e comprar em enorme quantidade e passa a valorizar a experiência dos processos de compra e dos próprios produtos. Já reparou o tanto de estilistas independentes que têm surgido? Ou de pequenos negócios de gastronomia? Isso tem a ver com a valorização dos processos artesanais, por exemplo.

Quanto à experiência do consumidor em si, ela vai desde todo o valor que o produto agrega (processo de produção, mensagem da marca, design…) até a experiência de compra, de assistência e de navegação no site e redes sociais. Tudo será cada vez mais pensado para se adequar às necessidades do público alvo, considerando seus hábitos e gostos. Bom, né? ;)

Educação online

Falando em produtos e serviços que se adequam à nossa necessidade, a educação online tem tudo a ver com o cotidiano corrido, cheio de mudanças, viagens e compromissos dos jovens e adultos hoje em dia. O estigma de educação à distância (EAD) como uma forma menos séria e eficaz de aprendizado vêm caindo e grandes instituições têm apostado nos cursos online — sejam de graduação ou cursos livres, de menor duração. No Brasil, a PUC oferece matérias online em algumas graduações, enquanto lá fora dá pra se aventurar em cursos livres de Harvard e da Teen Vogue, revista referência em moda, por exemplo.

Tá, e o que isso muda na prática? Muita coisa. Dá pra rechear seu currículo com certificados adquiridos online, aprender sobre diversos assuntos com professores do exterior… Isso tudo por um preço geralmente mais em conta do que os cursos presenciais, afinal a estrutura necessária é reduzida. Além disso, por serem já criados para o ambiente digital, que é super dinâmico, os cursos online muitas vezes acompanham com mais agilidade o que acontece no mundo e usam cases bem atuais e relevantes.

Internet das coisas (Internet Of Things, ou IOT)

Essa história de trazer a internet pra mais perto de nós, utilizando o digital pra funções e serviços que antes eram exclusivamente presenciais, tem a ver com o que chamamos de Internet das coisas, ou Internet Of Things (IOT).

O nome já dá uma prévia do que se trata, mas vamos explicar um pouco mais: Internet Of Things é, basicamente, um processo (alguns consideram uma revolução) tecnológico que visa conectar aparelhos utilizados no dia a dia — desde os mais obviamente tecnológicos, como celulares, até os mais comuns, como um fogão, por exemplo — a uma rede única, permitindo que eles operem de um modo sensorial e inteligente.

Ficou complicado? Um exemplo (que parece coisa de filme!): a Samsung criou uma tecnologia chamada SmartThings que é capaz de controlar vários aparelhos sendo acessada via um único dispositivo: seu smartphone. Dá pra controlar a sua cafeteira, as luzes da sua casa, a fechadura da porta, câmeras de segurança, entre outros, e tudo isso é notificado no seu celular. Sim, o futuro já está chegando :)

Novas relações com o espaço (bairro, cidade e país)

Justamente com toda essa revolução tecnológica e novas formas de utilizar aparelhos do nosso cotidiano, não dava pra esperar que as nossas relações com o espaço não mudassem, né?

Além de as maneiras como interagimos com a nossa própria casa ou nossa própria escola estarem em mutação, a ocupação do espaço público e a nossa relação com os locais onde vivemos — bairro, cidade e país — se alteram todos os dias.

Cada vez mais, ocorrem ocupações culturais de bairros e cidades — tudo isso muitas vezes organizado e com cobertura completa via redes sociais. A Virada Cultural, que ocorre em BH e em outras cidades do país, é um bom exemplo de um novo uso do espaço público.

Numa esfera maior, a questão dos refugiados, cujo debate ganhou muita força na web, cria pólos de opinião opostos: de um lado, há gente que defenda a ideia de cidadãos globais e a livre circulação de indivíduos por países. Como reflexos indiretos desse movimento — além de um posicionamento liberal em relação aos imigrantes e refugiados — temos muita gente procurando por intercâmbios, mochilões e anos sabáticos de volta ao mundo. Boa ideia, né?

Do outro lado, tem quem seja mais purista em relação a seu país, cultura e raízes. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos que sustenta esse discurso, assim como outros políticos importantes da atualidade, como a francesa Marine Le Pen. O Brexit (saída da Inglaterra da também tem a ver com isso, por ser uma medida que, entre outros efeitos, limita o trânsito de pessoas no país.

Tecnologia, inovação e novos laços com o outro e com o espaço. Serviços e produtos que servem às nossas necessidades ao invés de nós nos adaptarmos àquilo que consumimos.

O futuro — ou melhor, o presente — é, ao mesmo tempo, mais tecnológico e mais humanizado.

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