SAUDADE

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Eu sinto falta, talvez não tenha superado, ou talvez a gente julgue o “superar” de forma errada. Não sei. Eu gosto de lembrar dos bons momentos, da confiança que tínhamos, das viagens, dos passeios de bicicleta pela madrugada, pelos porres, pela compreensão das lágrimas e olhares… Eu sinto saudade de tudo isso.

A gente até pode encontrar novas pessoas, viver momentos parecidíssimos com pessoas que a gente julga serem melhores do que as outras que saíram das nossas vidas, mas nunca é igual. Sempre fica aquela vontade ou quando você passa em um lugar você lembra daquele sorriso que nunca mais dará na mesma intensidade. Deve ser normal, compreensível. Somos seres humanos, sentimos e, na mentira, disfarçamos o sentimento sentido.

Eu não gosto de disfarçar, se tivesse mais controle nas minhas emoções, preferiria demonstrar todo o amor e gratidão que tenho por algumas pessoas, mas não dá, não sempre. Somos seres humanos, sentimos e, na mentira, disfarçamos o sentimento sentido. Saudades, saudades de quando consigo não disfarçar o que sinto e tirar o peso das palavras não ditas, abraços não dados e obrigados guardados.