Muito prazer, eu me chamo Otário.
Muitíssimo prazer, eu me chamo Otário. Mas chame-me como preferir, estou aqui para lhe fazer bem. Ah, você quer que eu me apresente? Entendi. Perdoe meu raciocínio demorado, sou daqueles que vivem no mundo Lua. Mas a Lua não é um mundo, é? Então, sou daqueles que não vai pelo o que os outros acham. Sou daqueles que acreditam que o amor salva vidas assim como as destrói. O amor? Ah, o amor… Há quem diga que ele não faz bem, e outros, mais ousados, dizem que ele não existe. Meu caro, ele existe, e está bem presente. Sou um daqueles românticos a moda antiga que ainda prefere uma boa conversa antes de uma noite de prazer. Gosto de carinhos, troca de olhares, de elogios , palavras soltas no ar, declarações de amor e um belo “eu te amo” no final do dia com uma xícara de café quente para fechar com chave de ouro. Acredito que nenhuma flor possui a delicadeza, beleza e aroma da mulher, por isso não as dou. Chocolates? Também não. Nem todas são doces, mas todas tem seu próprio sabor. Acredito que o amor pode mudar qualquer pessoa, mas o amor de verdade, puro. O amor destrói ao mesmo tempo que constrói novos sentimentos e novas sensações. Muito prazer, eu me chamo Otário. Ainda acredito no ser humano e sei que ele não tão ruim assim como os outros -seres humanos- acham. Nós ainda temos sentimentos, e não somos uma causa perdida, estamos prestes a ser encontrados. Erramos, mentimos, amamos… Mas com uma justificativa emocional para tudo. Não somos monstros nem seres insignificantes, somos amantes da nossa própria beleza.
Muito prazer, eu me chamo Apaixonado… Quer dizer, Otário. Apaixonado por tudo e por todos de forma intensa e perigosa. Amo as pessoas, musicas, flores e aromas de cada dia, e me apaixono cada vez mais. Tenho a Lua e as estrelas como minhas fiéis companheiras e que me dão os melhores conselhos. Ficam lá de cima, observado cada choro, cada rompimento, cada “eu te amo”. Sou amigo intimo da solidão, talvez minha melhor amiga. Conversamos um pouco todo dia, no meu mundo com a luz apagada para ela não ir embora. Solidão é um bicho noturno assim como eu.
Muito prazer, eu me chamo Otário.