A Cura

A cura é o que motiva muitas pessoas a procurarem à Casa Espírita e também religiões, outras crenças; assim podemos dizer que: A necessidade de cura é o que motiva as pessoas ao Encontro com o Divino.

Nós, outros, vislumbramos nos momentos de dor profunda, quando o Ser toma conhecimento da possibilidade de desencarnar, o momento de valia para o encontro com a sua própria essência, vislumbra o seu proceder e consequente correção de ações e atitudes que não condizem com as Esferas do Bem-Querer. Nesse momento, quando há a sensação de fragilidade, de medo, de impotência diante da sua realidade, pode ser o momento de aquilatar o seu procedimento perante o Universo, que parece estar esvaindo-se.

Quando há a compreensão dos fatos que envolvem a necessidade de cura, quando a pessoa tem o coração em plena coerência com o seu bom proceder, pode haver uma corrente de eflúvios positivos que ajudarão na sua possível recuperação.

Os desejos, as necessidades materiais, o vislumbre do poder físico, tudo o mais que é relativo ao meio exterior, as conquistas sociais e materiais, ficam sem valia para aqueles que percebem que o que realmente importa não são as conquistas materiais ou a posição social. Há, pelo contrário, o vislumbre da possibilidade de sentir emoções benfazejas, emoções que estão irmanadas com as Esferas Sublimes. E, nesse momento pode haver a transformação do Ser ou, até mesmo, o início de uma nova jornada que estará respaldada pelos sentimentos de Amor Incondicional.

Muito embora haja os que querem a cura de seus males porque julgam que não são merecedores de tal sofrimento, a revolta toma conta de seu coração exacerbando comportamentos e atitudes que já faziam morada em seu coração.

Meus queridos amigos leitores, vocês devem estar pensando ou lembrando-se de pessoas que se enquadram nos dois exemplos acima descritos. É válido e procede. Porém, há entre esses dois “pontos” acima perlustrados uma gama infinita de situações e de questionamentos. O Ser Humano é simples em sua complexidade. Temos o vislumbre de ações na vida atual, mas há que se considerar as vidas passadas, os encontros e os desencontros que acontecem em seu viver.

Por que estou fazendo essa explanação? É para que vocês percebam que a “cura” tem abrangência, tem percalços e trilhas que são para nós impossíveis avaliar.

Recebam as pessoas que têm necessidade de tratamento, quer seja a nível físico ou espiritual, com todo Amor. Tratem as suas queixas com respeito e afetividade. E, principalmente, ouçam as suas queixas, os seus queixumes e tudo o mais que queiram expor. Sejam tolerantes.

O momento em que a pessoa se depara com o diagnóstico de uma doença grave, é de difícil racionalização tanto para o paciente como para os que dela se acercam.

Esse momento requer “uma pausa” para cada um colocar a sua mente em alinho e perceber a emoção que inunda o seu coração. É momento para introspecção e vislumbre do modo como está se posicionando diante do Universo.

O paciente que precisa de ajuda irá buscá-la de acordo com o seu estágio evolutivo. Contudo, pode ser que nesse momento ele tenha a conscientização do seu proceder não condizente com o bom proceder, pode ser que nesse momento haja a atenção para o que é realmente bom para si e para o próximo. Pode ser que ele vislumbre o Amor Incondicional e queira tê-lo em suas ações, e que o seu livre arbítrio venha a ser em prol do Bem-Maior.

Do mesmo modo os que dele se acercam, os que estão de alguma maneira envolvidos na situação, também passam por transformações pessoais e percebem, nesse momento, o quanto estão afastados da sua essência, do seu alinho com as ações caritativas.

Assim, queridos amigos leitores, não há como dimensionarmos ou termos o qualitativo conceito desse momento, porém fica claro e certo que: “Não devemos julgar, devemos ajudar e ser fraternos”.

É o que nos cabe. E que cada um tire a sua lição, o seu aprendizado da maneira que melhor lhe convier.

Abraços do amigo, D. D. Home.

Espírito: Daniel Dunglas Home.

Médium: Cenira Pereira, em 16–10–2018