As vozes se enlaçam, se desenlaçam.

O barulho aquece e esfria.

O borbulhar angustia e acalma.

Os sons nos remetem a distâncias inimagináveis, através dos sons fazemos viagens físicas e emocionais, através dos sons somos capazes de voltar no tempo e até mesmo de sentir a presença de pessoas que viveram momentos bons, os quais nos tocaram afetivamente, ou, momentos de Dor e desafeto, que também nos tocaram afetivamente.

A jornada mediúnica é como a COTOVIA, ela emite sons, ela é parceira e presente, dificilmente ao ter contato com uma cotovia a esqueceremos, porque ela tem o dom de nos tocar afetivamente.

A jornada mediúnica é Amor em ação, é entrelace de vidas que, muitas vezes, já foram vividas e revividas em momentos e situações diferentes, mas que ainda estão enlaçadas em questões de cunho afetivo, emocional.

A jornada mediúnica constrói relações de tal profundidade e afeição, que desloca o Ser de sua ambiguidade para a sua introspecção e contumaz encontro com as entranhas de valores e padrões emocionais, que podem estar esquecidos, ou, não percebidos na atual vivência na Carne.

O entrosamento é único e inesgotável, porém há que se perceber que para que aconteça algo ou alguma coisa seja representativa em nosso viver, temos que estar aptos e estarmos em boas sintonias.

Não é possível qualquer vivência ou eloquente relação quando o Ser não está em amplitude com os bons presságios ou com as Esferas de Luz e Amor.

Certamente podemos aquilatar que é muito difícil estarmos em plenitude de bons contatos quando o que nos rodeia é de difícil harmonização com as Forças do Bem.

Os amigos que estão em encontros mediúnicos vivem em atmosfera dicotômica com as energias benfazejas, por estarem encarnados e em franco encontro com diferentes pessoas, que por sua vez também, não são capazes de se manter a parte dos aglomerados das cidades e dos encontros fortuitos.

Há situações em que o médium se sente de tal modo perturbado que passa a ter danos físicos, devido ao choque de energias contrárias ao seu grau de desenvolvimento.

Temos, assim, um panorama nada promissor no dia a dia do médium.

Certo também temos, que as Forças Benfazejas atuam o tempo todo em prol do equilíbrio e da harmonização do médium.

Por que os parágrafos acima?

Para vocês perceberem que nós outros sabemos e somos sensíveis às dificuldades pelas quais passam, não é para nós indiferente o esforço que os médiuns fazem para serem integrantes de jornadas mediúnicas.

A idade, o convívio familiar, a vivência no trabalho, os encontros e desencontros, são por nós percebidos, e na medida do possível, somos ávidos em protegê-los e intuí-los para o proceder que melhor lhes convém.

Todavia é para nós outros claro que o esforço e abnegação são fatores preponderantes na geração de Energias e Fluidos Benéficos ao encontro com situações e pessoas que se afinizam com o que desejamos e pretendemos expor.

A jornada mediúnica tem influência em todos os que se propõe a esse labor, e também, eleva o padrão vibratório do médium e do ambiente que é por ele vivido e vivenciado.

Parece que é lugar comum a nossa explanação, mas não é lugar comum o que acomete aos médiuns que ainda tentam subverter a ordem e a disciplina dos trabalhos e das reuniões, temos que nos abster de considerações mais explícitas, porque nos pautamos por elevado padrão vibratório e não é de nosso alvitre nos imiscuirmos em considerações de mesmices.

Aqueles que participam das jornadas mediúnicas com o coração firme em bons propósitos e com a mente em eloquente posicionamento para o Bem, certamente contam com os princípios de ajuda e proteção de seus mentores e amigos espirituais, para que prossigam sua jornada de modo tranquilo e cada vez mais em elevação e evolução transcendental.

Mas aqueles que são inaptos ao trabalho, que não conseguem vislumbrar o verdadeiro Amor, que são acometidos por sentimentos de soberba e tentam dissimular sua insensatez, fazendo do ambiente mediúnico palco para representações sem valor afetivo sincero, estão em sintonias de baixa vibração e não fazem parte da jornada mediúnica, participam dos trabalhos como pacientes, nós outros tentamos tratá-los e intuí-los para o Caminho da Verdade e do encontro com o Divino.

Temos Cotovias sãs e que elevam o padrão vibratório dos lugares que frequentam, e são por nós protegidas e amadas.

Temos Cotovias doentes, as quais também amamos, mas a estas dispensamos tratamento, a fim de que possam um dia ter seu canto sereno e amável inundando os lugares por onde passar.

Abraços,

Uma amiga do Hospital Esperança.

07–03–2016 Médium: Cenira Pereira

NOTA: SIGNIFICADO DE COTOVIA — GOOGLE

A cotovia é um pássaro que simboliza a união entre o Céu e a Terra, uma vez que voa rapidamente para o céu e em seguida desce velozmente.

São Francisco de Assis tinha nas Cotovias suas amigas prediletas na Natureza e às chamava de Irmãs Cotovias. A literatura franciscana é repleta de citações destes pássaros.

Os pássaros simbolizam a inteligência, a sabedoria, a leveza, o divino, a alma, a liberdade, a amizade.

Por possuírem asas e o poder de voar, em muitas culturas são considerados “mensageiros entre o céu e a terra”.

Na Cultura Islâmica os pássaros representam o símbolo dos anjos uma vez que os anjos possuem asas e podem chegar aos Céus, enquanto que para os Celtas simbolizam os mensageiros dos Deuses, considerados, portanto símbolos da liberdade Divina.

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    “Temos esses escritos por modo de nos aproximarmos de você e carinhosamente intercambiar a Luz que emana das Esferas Divinas.”