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Por Marcos Marinho

O diálogo entre educador e educando, apesar de se dar em uma realidade injusta, vertical e assimétrica, torna-se possível quando essa mesma realidade é problematizada pelos que dialogam entre si. Freire vê o dialogo em situações de aprendizagem como um processo contínuo de problematização da realidade, de ampliação da criticidade sobre o mundo e a vida e do qual resulta a percepção de que este conjunto de saber se encontra em interação. Negar o diálogo numa relação educativa favoreceria, portanto, a manutenção de relações verticais e domesticadoras (Freire, 1983).

Se somos seres-com-os-outros, não haveria pensamento isolado. Na medida em que não há homem isolado, podemos falar que estamos sujeitos a estar em diálogo uns com os outros. E as formas em que este diálogo se torna possível viriam pela comunicação entre os sujeitos, através de símbolos linguísticos (Freire, 1983). “Todo ato de pensar exige um sujeito que pensa, um objeto pensado, que mediatiza o primeiro sujeito do segundo, e a comunicação entre ambos, que se dá através de símbolos linguísticos” (Freire, P. …


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Por Marcos Marinho

É na fenomenologia que busco os aportes para compreender a experiência vivida de meu paciente e as questões que dele emergem. Busco pela observação uma compreensão não apriorista, sem rótulos ou pré conceitos sobre aquilo que se abrirá diante de mim; ao contrário, propõe-se com o paciente, um caminhar, que possibilita, no processo psicoterapêutico, uma descrição daquilo que se vê, e assim, os sentidos se desvelem, a todos, psicólogo e paciente.

Uma observação, que leve em conta que o ser humano que busca apoio e ajuda, já existia em sua singularidade de percurso antes de uma possível reflexão teórica de minha parte. me leva a adotar uma postura curiosa, “aprendente” e indagadora, juntarndo elementos para uma descrição direta do fenômeno que se apresenta a partir da narrativa do paciente. …


Por Marcos Marinho

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Ao longo da vida vão se formando algumas convicções quando o assunto é amor, soa como verdade que nos tornamos mais felizes e completos quando estamos numa relação amorosa, ter a “cara-metade” seria essencial para fugirmos da solidão e nos distanciarmos da imagem de alguém incapaz em manter relações ou vínculos. Estas convicções, embora tenham base na realidade podem trazer embutidas algumas ameaças e limitar nosso desenvolvimento pessoal e afetivo se não for bem compreendida.

Estas convicções associadas a pressões sociais e inseguranças internas podem levar a um modo de se relacionar amorosamente que sob o manto do cuidado do outro, pode esconder tentativas de controle, de se jogar sobre o par amoroso, conduzindo a relação a uma experiência a dois, sufocante, rarefeita e em última análise empobrecida. …

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Marcos Marinho

Psicólogo e educador.