Antes PSOL que mal acompanhado

PSOL Leme define chapa de candidatos a vereador

Partido decidiu ainda não lançar candidato a prefeito e não se coligar a nenhum grupo político
Convenção Eleitoral do PSOL Leme

No último dia 24/07, o PSOL Leme realizou sua Convenção Eleitoral para decidir os rumos do partido na disputa deste ano. Com importante participação dos filiados e militantes, foram indicados os treze nomes que representarão o povo na disputa à Câmara Municipal nas eleições de Outubro.

O ponto alto, porém, foi o debate em torno do conjunto de propostas, ideias e princípios que comporão o Programa a ser defendido pelo PSOL e seus candidatos, tanto na disputa eleitoral como nas lutas cotidianas do povo lemense. Elaborado a partir de um rico diálogo com a sociedade, o Programa proporá uma profunda reflexão a respeito dos problemas da cidade e dos possíveis encaminhamentos de solução, tendo como base os problemas reais que as pessoas enfrentam em suas vidas, no local de moradia, no trabalho e na convivência social.

Merecem destaque ainda duas importantes decisões do PSOL Leme.

A primeira é a firme postura de negar coligações ou alianças com qualquer grupo político da cidade, por entender que nenhum deles representa ou defende verdadeiramente os interesses da população. Além disso, a falta de compromisso desses agrupamentos políticos em relação à defesa da laicidade do Estado, da luta contra as opressões (machismo, racismo, homofobia, lesbofobia, transfobia, entre outras).

Segundo o presidente da legenda em Leme, Osmar Fick Jr., a maioria dos partidos em nossa cidade pratica a mesma fórmula política dos conchavos e dos jogos de interesse, o que impossibilita até mesmo cogitar alianças. “O PSOL Leme considera que somente um projeto político que conjugue a luta contra a exploração e a opressão em todas as suas formas com a liberdade democrática da participação direta do povo no poder será capaz de transformar efetivamente a realidade de acordo com os anseios do povo trabalhador. Nós queremos construir, de forma coletiva e horizontal, esse projeto e convidamos todas e todos a se unirem a nós nesta jornada”, afirmou.

A segunda é a de, num contexto de fortalecimento gradual da luta popular em Leme, não lançar candidato a prefeito, nem tampouco apoiar nenhum dos postulantes dos partidos tradicionais. “Acreditamos que as alternativas políticas tenham que ser construídas de forma responsável, com ampla participação popular. Como isso ainda não está acontecendo por aqui, pensamos ser melhor concentrar nossas forças na proposição de alternativas e de uma nova forma de se fazer política. Por isso, dessa vez vamos com toda força para disputar a representatividade no Legislativo”, explicou Rafael Mano, também membro da direção municipal do partido.

Conheça as candidatas e candidatos do PSOL

Confira a seguir as pessoas que defenderão nas eleições de 2016, o Programa do PSOL Leme:

André Santos: Trazendo para a disputa política a força do povo das periferias de Leme, André considera importante que os trabalhadores elejam trabalhadores para serem representados no Poder Legislativo. Para ele, nosso cenário político precisa de renovação, de pessoas honestas e comprometidas em buscar soluções para os reais problemas da população.

Daniela Mano: Compromisso com a educação é a marca maior de Daniela, professora de História formada pela UNESP e com experiência acumulada tanto na rede pública como particular de ensino. “Como docente há mais de uma década, acredito estar preparada para encarar esse novo desafio. Filiei-me ao PSOL por acreditar ser um partido que, trabalhando pelo coletivo, pode mudar a realidade da educação em nosso município”, comentou.

Magna Cogo: A força da juventude é uma das grandes características do PSOL. Por considerar que a alegria não pode estar separada da luta pela transformação da realidade, Magna, moradora do Jardim Imperial, decidiu se candidatar. A luta pela dignidade da população periférica de Leme, especialmente defendendo as causas da diversidade sexual e da proteção do meio ambiente, são suas prioridades.

Maísa Ravanini: Psicóloga e feminista, defende que a luta das mulheres é diária e feita às custas de muitas vidas. Acredita que a mulher vem, historicamente, produzindo espaços de atuação em todas as áreas sociais, especialmente na política, extremamente machista e patriarcal em nosso país. “Precisamos cada vez mais ocupar os espaços públicos, políticos e profissionais, criando brechas e rompendo com nossa cultura machista e misógina. A mulher é tão potente quanto o homem e deve, mais do que nunca, lutar por seus direitos e fazer o enfrentamento contra as violências que sofre diariamente. Precisamos quebrar nossa cultura de rivalidade e devemos nos unir para pleitearmos políticas que protejam e amparem mulheres, negras, trans, travestis e lésbicas”, afirmou.

Manoel da Farmácia: Fundador do PSOL Leme, Manoel vem desenvolvendo importante luta em favor do povo lemense, especialmente nas periferias, desde que chegou nestas terras, há 20 anos. Morador do Jardim Eloísa, vem se destacando como uma das importantes vozes anticorrupção na política lemense. “Nasci no Pernambuco e vivi muito tempo em São Paulo (capital). Essa minha vivência permitiu ver de perto o sofrimento do povo e perceber a necessidade de pessoas sérias e compromissadas com a mudança ocuparem os espaços políticos. É com essa visão que tenho construído toda minha vida e por isso estou no PSOL”, explicou.

Mariane Gallo: A voz e a luta da mulher ocupando os espaços políticos são fundamentais para a transformação da realidade. Professora de Geografia, Mariane fez o caminho quase que natural da disciplina que ensina: do questionamento do mundo e da maneira como ele se apresenta para nós à ação concreta. “Como cidadã venho observando a realidade política de nosso país, tendo ouvido muitas vezes a seguinte ‘Mas em quem votar?’, como se não houvesse saída. Por isso, como os demais candidatos do PSOL Leme, decidi concorrer nesta eleição. Buscamos representar a vontade de renovação e luta pela justiça social, queremos mostrar que há alternativa”, afirmou.

Osmar Fick Jr.: Professor de História e colaborador de vários jornais locais, Osmar está em sua segunda candidatura a vereador. Atual presidente do PSOL Leme, considera que a política não pode ser um meio de vida, mas sim a ferramenta para garantir o fortalecimento do poder popular. “Não dá mais para ser ingênuo. Na política, não são todos iguais. Há os que lutam pela transformação e os que defendem a manutenção do sistema tal como ele é. Os primeiros lutam com as forças do povo. Os segundos se promovem com o dinheiro dos patrões. Que lado você vai escolher? Que tipo de campanha você vai apoiar? Diante disso, uma coisa eu garanto: nossa campanha e nossa luta fazem parte do primeiro tipo de fazer político. Somos uma gota neste rio. O que queremos é que possamos criar um oceano, forte o suficiente para expulsar do poder os mesmos de sempre”, defendeu.

Rafael Paes de Barros: Mais um representante da juventude que luta, Rafael tem sua militância política fortemente ligada às Jornadas de Junho de 2013, num momento de retomada dos movimentos de rua. Hoje, aos 22 anos, como estudante de História, vê no socialismo a chave para um mundo mais justo. “O junho de 2013 inaugura outra fase da política brasileira. É o despertar de uma nova geração que está disposta a sonhar. Está disposta a acreditar na mobilização social como ferramenta transformadora da realidade, pois sabemos que nossa sociedade precisa se tornar algo mais justo. Assim como grande parcela dessa juventude que acordou, acredito que o PSOL seja o partido que hoje oferece uma alternativa, diferente a esse antigo modo de fazer política, a dos coronéis e suas negociatas”, comentou.

Rafael Murer: Professor de Geografia, socialista e militante antifascista, Murer traz a energia dos lutadores sociais e revolucionários para a política lemense. Para ele, o enfrentamento dos problemas concretos da sociedade passa pela radicalização das lutas, uma vez que a radicalidade é a busca de transformar a realidade desde a raiz.

Rafael Mano: Sociólogo e professor há nove anos, Rafael começou sua militância no movimento estudantil (2007) e hoje é engajado nos movimentos sindicais e sociais. Participou de paralisações e greves pela valorização dos professores estaduais e por uma educação pública e de qualidade! “Leme precisa melhorar. Não há mais espaço para políticos “fakes” que olham o próprio umbigo. Não há mais espaço para a velha política neocoronelista. Leme precisa de mudanças estruturais e só com novas ideias e novas práticas vai surgir uma nova forma de fazer política. O PSOL Leme se propõe ao novo, de forma coletiva e participativa!”, afirmou.

Rita Armelin: A grande experiência na área educacional, atuando tanto no Ensino Básico como na educação superior, fazem de Rita uma das mais capacitadas lutadoras da educação que se dispuseram a concorrer à vereança em Leme nas eleições 2016. Admirada e querida por alunos e colegas de trabalho, Rita considera que o trabalho político coletivo e embasado num projeto e num programa, como o que vem sendo desenvolvido pelo PSOL Leme, é uma das principais formas de enfrentar as injustiças do mundo contemporâneo.

Ronei Silva (Cirilo): Mudança é a palavra chave, segundo Cirilo. Para ele, é hora de transformarmos a cidade em que vivemos na cidade que queremos. Como fazer isso? Através da luta e da coragem de os próprios cidadãos assumirem a responsabilidade. “Quero ser vereador não pelo poder, mas sim para ajudar essa gente que alimenta esperanças nas urnas. Seria um meio de representar nosso povo com mais garra, ainda que haja barreiras, estaremos juntos até que Deus permita. Leme merece respeito e temos que lutar para nossa cidade destacar em desenvolvimento humano e social, não em corrupção”, comentou.

Rozana Prado: Como professora da Rede Estadual de Ensino há 12 anos, Rozana também considera que a política não é uma profissão e sim uma função que deve estar a serviço da construção de uma realidade mais justa para todos. Nesse sentido, a atividade política é fundamental para construir uma cidade preparada para atuar em todas as vertentes, dando condições para que todos tenham oportunidades de trabalho, educação, lazer, saúde. “Não é uma tarefa fácil, mas necessária. E, para tal, devemos fazer o nosso melhor para chegarmos de forma honesta em nossos objetivos de uma vida digna. Por isso, decidi levantar as mangas e ir à luta”, explicou.

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