Conhecimento e tecnologia — paradigmas do novo aprendizado

Por Renata Frade

Seja em reuniões, conversas de bar ou em nossas aulas e palestras é comum ouvirmos de clientes, alunos e amigos preocupações recorrentes como: “o que será do ensino com o fim do livro impresso?”; “será que as novas gerações terão massa crítica com a facilidade de indexação de conteúdos em instrumentos de busca, como o Google, na elaboração de trabalhos escolares?”.

Mobile Learning, ebooks, aplicativos e uso de ferramentas de multimídia invadem a realidade de universidades, cursos e escolas no exterior e agora no Brasil. Aqueles que buscam adquirir estas tecnologias e os que as produzem são ainda reféns de uma desconfiança que é natural quando se trata de mudanças de paradigmas na cognição do aprendizado e culturais com o advento, em tão pouco tempo, de tecnologias que demandam o uso expressivo de conteúdos.

Para começar este artigo — primeiro de uma série de textos que serão publicados pelos profissionais da Punch! Comunicação & Tecnologia neste blog — nada melhor do que minimizar a aflição de nossos leitores e parceiros respondendo as perguntas iniciais: “Não, o livro impresso não acabará, mas coexistirá com outros suportes em que possa ser lido como smartphones e tablets”. “Sim, as novas gerações poderão ter uma massa crítica igual ou superior a das gerações passadas e atuais com acesso às novas mídias, se o conteúdo for relevante e se for trabalhado sem redundância em cada uma delas”.

E, por falar em começar, uma boa retrospectiva é necessária. As relações de trabalho e modelos de aprendizagem mudaram. Antes os empregos demandavam operações rotineiras, repetitivas que exigiam uma especialização profunda. As escolas preparavam os alunos para esta realidade de mercado de trabalho. O ensino era, basicamente, unilateral: do professor para aluno, com práticas de avaliação sem tanta interatividade entre o grupo de alunos.

Cada vez mais o mercado de trabalho tem exigido, independente da carreira profissional, criatividade, flexibilidade para encarar cenários complexos e solucionar problemas de maneira prática, eficaz. As escolas já perceberam a necessidade de formar este novo tipo de cidadão e profissional e têm elaborado atividades acadêmicas focadas na aplicação de tarefas e avaliações coletivas, com conteúdo sendo construído e retroalimentado entre alunos e professores.

Lápis, papel, livros ainda têm o seu papel, cada vez mais dividido com lousas eletrônicas, uso de computadores, celulares e tablets. Mas inovar por inovar não serve se o objetivo é educar. Por esta razão, acreditamos que o conteúdo relevante continua e continuará tendo papel crucial para as gerações atuais e próximas. Estar à frente da concorrência em termos de aportes tecnológicos se sustenta até certo tempo. Para os educadores é importante ter uma visão mais completa do efeito e das potencialidades das novas mídias.

Fonte: The Mobile Learner

“iPads e outros tablets estarão nas mãos de 20% dos alunos em escolas até 2012, afirmou Rob Reynolds, diretor de pesquisa da instituição de ensino Xplana, na reportagem ‘Tablets make digital textbooks cool on campus’, publicada pelo jornal USATODAY, em 20/06/11. O especialista prevê que a venda de ebooks (livros eletrônicos) para universitários dobre nos próximos quatro anos para US$ 1,5 bilhões em 2015 e alcance 25% do mercado de livros dos EUA.

Novas ferramentas educacionais digitais, interligadas em multimídia, que demandem participação coletiva na produção do saber funcionam com um bom conteúdo, material educacional customizado, flexível e com soluções efetivas de aprendizado, baseadas em metas e mensurações de resultado.

Ao longo de quase 15 anos os profissionais da Punch! acumularam experiências em treinamento corporativo e educacional em empresas e instituições de ensino. Há cerca de 15 anos já utilizávamos suportes audiovisuais, desenvolvemos o início do que se chamou multimídia em algumas empresas, como CD-Roms e sites. Mas os conteúdos que compunham estes suportes muitas vezes eram replicações, sem aproveitar as potencialidades e características de cada suporte.

Hoje, através de um estudo de transmedia que temos nos aprofundado com pesquisadores, principalmente do M.I.T., conseguimos desenhar projetos pedagógicos customizados por faixas etárias, tipos de conteúdo, objetivos a serem alcançados em ambientes escolares e empresas.

Nossos aplicativos para smartphones e tablets oferecem filtros seguros e inteligentes na busca de informações pelos alunos, minimizando as dores de cabeça de professores que encontram trechos de trabalhos de alunos retirados do Google. Com os apps, direcionamos conteúdos pedagógicos com fontes e referências adicionais (como culturais, históricas, etc) utilizando as mídias existentes em clientes, integradas ao que há de melhor no multimídia: podcasts, animações em 2D e 3D, Realidade Aumentada, vídeos, serious games, por exemplo.

Estas questões não se esgotam neste artigo, pois conhecimento e tecnologia estão sempre em renovação. Esperamos ter contribuído não só para dar uma luz no fim do túnel a professores, pais e diretores de instituições de ensino, e treinadores corporativos. Mas para dizer a cada um deles: “Ei, já existe no Brasil tecnologia integrada à inteligência de conteúdo!”. Convidamos você a ingressar conosco nesse novo universo.

Renata Frade é Gerente de Conteúdos da Punch! Comunicação. Jornalista formada pela PUC-RJ, Mestre em Literatura Brasileira pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), pós-graduada em Jornalismo pela UniverCidade/jornal O Dia. Realizou e-MBA em Gestão de Comunicação Corporativa pela Faculdade Álvares Penteado/Comunique-se.

Atua na área de Comunicação Corporativa há 14 anos. Foi gerente e executiva de contas em agências de comunicação como a multinacional norte-americana Edelman. Tem vasta experiência em Comunicação e Marketing para Mercado Editorial. Foi responsável por clientes como Fundação Biblioteca Nacional, Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Editora Senac Rio, Editora Bem-Te-Vi, Pinakotheke Cultural/Edições Pinakotheke, Editora Contra Capa, Editora 360 graus, LIBRE (Liga Brasileira de Editores), Primavera dos Livros, Editora Aeroplano, Projeto Portinari, Canal Futura, Biscoito Fino.

Foi repórter de ciência/saúde e cultura dos jornais Extra e O Globo, resenhista do caderno Idéias (Jornal do Brasil) e pesquisadora de biografias escritas pela jornalista Ana Arruda Callado.

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