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O não manual de nós dois

Não precisa avisar quando vem, mas quando chegar se faça notar. Deixe seu bom humor entrar com você pela porta e me abrace forte. Porque se tem uma coisa que irrita é gente que dá abraço frouxo ou aperto de mão mole. Pra que economizar nisso, né?

Não me conte todos os seus segredos. Mas converse comigo sobre assuntos complexos, polêmicos, e lembre-se que a cultura inútil também é maravilhosa. Ia ser triste morrer sem saber que existem mais estrelas no céu do que grãos de areia na terra. Ou mesmo que ratos podem ficar mais tempo sem beber água que camelos.

Aliás, conversar é, de fato, uma das coisas que a gente mais vai fazer na vida. E provavelmente vou falar umas grandes besteiras. Me corrija, me conteste, brigue comigo, mas, por favor não “deixe pra lá”. Desistir de argumentar é o maior sinal de desamor que existe.

Não se esqueça que tenho um caso com a liberdade. Gosto de encontrar amigos com ela, pensar com ela, viajar com ela. E te aconselho a fazer o mesmo. Take your time pra descobrir como ela é sábia.

Não se preocupe tanto com sua aparência. E digo mais, troque o tempo que se olha no espelho por beijos mais demorados. Te garanto que um beijo bom traz mais benefícios pra saúde que o narcisismo em um músculo definido.

Reserve um lugar pra mim nos seus planos. Seja uma viagem, morar em outra cidade, ou mesmo dividir a cama. Ah! Importante: na hora de dormir, 2 minutos de conchinha já tá bom demais.

E como nada disso vai dar certo porque a perfeição é falsa e enrijece, decida fazer o mais simples: se apaixone. Porque gosto mesmo é da sua paixão autêntica e não das regras que inventei pra você.