Tem volta?

Essa é uma história de amor e ódio. Tudo porque ele foi, e ainda é, o meu caso mais antigo e, ironicamente, o mais mal resolvido de todos.

Tudo começou quando, há muito tempo, me vi apaixonada por ele. Talvez fosse o mistério que me intrigava. Ele aparecia, a gente se divertia e de repente sumia. Não ligava, nem dava satisfação… típico dos caras que a gente conhece por aí. Mas confesso que ele tinha lá seu diferencial. Muito sincero, odiava ser deixado em segundo plano podendo até se tornar vingativo. Mesmo assim, valia a pena estar com ele. Sonhava acordada (e olha que esses sonhos, por serem conscientes, valem muito mais). Ele era o dono dos meus últimos e primeiros pensamentos do dia.

Desejava enlouquecidamente que ele desse um pontapé na porta da sala entrasse estilo príncipe corajoso e me resgatasse da vidinha medíocre. Queria sair por aí sem hora pra voltar. Andar com ele pelas ruas das cidades mais legais do mundo. Apresentar para todos (t-o-d-o-s) meus amigos. Levar nas reuniões de família, no trabalho. Queria pegar estrada mais vezes com ele. Rodar com os vidros e coração abertos cantando bem alto enquanto o sol guiasse o nosso caminho pra uma praia ou cidadezinha pequena…qualquer lugar desde que ele estivesse junto.

Mas nem tudo são rosas. E o preço desta felicidade às vezes é alto. No meu caso, tive que conviver com a inconstância. Ele sempre parte. E parte o meu coração junto. É esse vazio que me provoca dor e me transforma em uma pessoa pior. Parece que ele leva minha paciência, meu bom humor, minha inspiração, leva a minha paz. Não querer nada sério, me tira do sério.

Foi por não aguentar mais essa vida sem estabilidade que esses dias fiz um sincericídio daqueles. Falei tudo que tava engasgado aqui. Que já não suporto mais o jeito que ele lida com as dificuldades e que não é nada legal de repente ele sumir. Falei que joguinho, obviamente, é coisa de gente infantil e que ele deveria ser sei lá.. tolerante. Também disse que nunca, nunca mesmo, tinha desistido de nós dois. E estava disposta a mudar pra tentar tudo de novo. Emplorei pra que ele voltasse pra mim.

A resposta dele é que não foi lá das mais agradáveis. Curto e grosso ele disse que não podia voltar.

Ahhh Senhor Tempo, talvez eu tenha mesmo que aprender a valorizar quando você está comigo…Mas prometo, vou te conquistar de novo, porque não consigo mais viver sem você.

Um beijo pra você, amado Tempo

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