Currículo para quê?

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Sep 6, 2018 · 4 min read

Rafael Chenta

O currículo ou curriculum vitae (do latim “Trajetória de Vida”), não é considerado uma das mais divertidas tarefas a se fazer. Mas você sabe ou imagina qual foi o primeiro CV (como chamamos rotineiramente)? Em 1482, com, nada mais nada menos do que o ilustre pintor, Leonardo da Vinci que redigiu o primeiro currículo, o qual hoje lembraria uma carta de apresentação. Nesta versão, da Vinci descreveu a trajetória de seus 31 anos de idade em uma ordem cronológica de seus feitos.

Logo após este primeiro modelo, as pessoas começaram a utilizá-lo como um padrão de apresentação artística e profissional. Esta versão foi levada para a Inglaterra em 1500 e é reproduzida no mundo inteiro até os dias atuais. Com o boom das indústrias, a evolução da tecnologia e da informática, o currículo passou por um grande avanço nos últimos 100 anos. Veja como foi essa evolução:

1930 — O currículo era apenas uma formalidade;

1940 — O perfil do currículo incluía peso, idade, altura, estado civil e religião;

1950 — O currículo deixa de ser uma formalidade e passa a se tornar uma necessidade;

1960 — Os interesses externos, como os hobbies, começam a fazer parte do currículo;

1970 — As máquinas processadoras tornam o currículo mais profissional e “vendedor”;

1980 — Os primeiros portfólios começam a ser gravados e utilizados no currículo. Neste ano acontece o boom de livros sobre construção de currículos e aconselhamento de carreira;

1985 — Começam as checagens das referências profissionais e pessoais apresentadas no currículo;

1986 — A Microsoft lança o programa “word.doc”, uma nova forma de enviar currículo para diferentes lugares do mundo juntamente com os aparelhos de fax;

1994 — A internet finalmente vem a público. O e-mail é a novidade e o jeito mais legal de se enviar o currículo;

2000 — Acontece o boom do “.com” e a internet começa a dar passos largos;

2005 — A facilidade de escrever o currículo online;

2007 — Com a ascensão do youtube, os vídeo-currículos ganham espaço na internet;

2008 — Nesse ano, o currículo começa a aparecer nas mídias sociais. O linkedIn domina o mercado de currículos online e networking profissional. O currículo com uma marca pessoal e palavras-chave é um diferencial. Os superiores buscam conhecer melhor seus futuros funcionários por pesquisas através do google;

2018 — O currículo fica mais curto e é preciso ter uma preocupação com o seu design. O link do perfil pessoal das redes sociais também é adicionado. Currículo digital ou infográfico começa a virar tendência em algumas áreas profissionais.

Mas o que precisa conter em um bom currículo atualmente?

1) Identificação — nome, telefone, e-mail, endereço e redes sociais;

2) Objetivo/ Posicionamento profissional, de maneira clara, e a área de atuação;

3) Histórico Profissional — as principais atribuições, conhecimentos técnicos e as competências dentro da sua área de atuação;

4) Formação Acadêmica e Idiomas;

5) Experiência Profissional — incluindo nome da empresa, data de entrada e saída. Os cargos ocupados, informações relevantes sobre a empresa. Seus resultados e o que foi feito de significativo por você em cada uma delas;

6) Cursos Extracurriculares e Conhecimentos de Informática.

O currículo deve ser uma apresentação clara e objetiva, nele deve conter suas habilidades profissionais mais relevantes e significativas. É fundamental mostrar os principais resultados dos projetos tangíveis e de impacto na sua área, setor ou organização. Durante sua trajetória em outros locais, houve a realização de processos e resultados expressivos desempenhados por você, portanto, é preciso apresentá-los nesse documento.

É PROIBIDO MENTIR! No currículo só devem conter informações que sejam verdadeiras. Inventar coisas, como idade, endereço, estado civil, idioma, cursos ou até mesmo empresas em que já atuou, é antiético e desrespeitoso. Não é necessário atuar desta maneira, seu documento profissional vai chegar na pessoa e empresa certa desde que seja bem feito e autêntico.

O que não precisa ter?

Dados pessoais, como CPF, RG, título de eleitor e outros documentos como estes. Fotos, gráficos, adjetivos pessoais, por exemplo “sou dinâmico, proativo, perfeccionista”. Títulos, tal qual doutor, advogado, dentista e etc.. As frases de efeito ou religiosas. Os erros de português. Não situar o peso da sua vida e necessidades pessoais. Uma redação sobre o seu futuro não se encaixa nesse currículo.

Sobre o futuro do currículo…

Muitas pessoas não gostam de fazer seu próprio currículo. Existem aqueles que pedem ajuda para os profissionais de recursos humanos, consultores de transição de carreira, coaching, os quais são técnicos especializados e ajudam na construção de um bom documento como este. Hoje, existem os serviços individuais e de outplacement, sites especializados nesse trabalho e que podem te ajudar com o CV, o LinkedIn e outras atividades.

Antigamente, muitos utilizavam a plataforma do currículo lattes. Ela foi substituída pelos sites de empregos e, nos dias atuais, pelo LinkedIn. Já existe uma nova maneira de elaboração desse documento que está se tornando tendência, o qual é a realização do currículo em forma de vídeo. Nessa plataforma é possível gravar uma apresentação breve de, no máximo, três minutos. Ela descreve o caminho profissional, um pouco sobre a vida pessoal, relata suas realizações e competências técnicas, formação acadêmica, idioma e certificados.

Depois, o profissional de recursos humanos ou uma inteligência artificial validará a apresentação antes do selecionador te incluir no processo. Um programa busca as palavras-chave que são ditas e batem com o perfil da vaga. Assim, o perfil é selecionado e convocado para participar do processo seletivo.

O “trabalhe conosco” tomou força com as novas ferramentas digitais de match e software de gestão de RH. Elas vão trazer mais efetividade na busca do candidato com mais FIT com a vaga. É necessário se manter antenado e conectado com a constante evolução do mercado e suas formas de conexões, para não ser deixado para trás. Caso você não consiga enxergar todas essas mudanças, procure um consultor de carreira para te auxiliar nesta transição.

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