300 — Análise da Curva Narrativa

Por Glayciany Silva (Nani)

Segundo exercício do Módulo de Roteiro de Quadrinhos do Percurso Formativo em Histórias em Quadrinhos do Porto Iracema. A tarefa consiste em apontar os sete momentos da curva narrativa pelo qual um filme, série ou quadrinho, à escolha do aluno, perpassa.


· Inércia: São apresentadas as condições em que um homem espartano é educado, desde o seu nascimento até a idade em que é considerado adulto. Permite que percebamos o quão armamentista era a sociedade espartana, como eram forjados seus guerreiros e como sua excelência em combate era construída, menino a menino, homem a homem.

· Detonador: Quando o mensageiro persa vai a Esparta oferecer ao rei Leônidas uma proposta: rendição e submissão perante o rei Xerxes ou devastação de sua cidade e povo pelo exército do império persa.

· Primeiro ponto de virada: Quando o rei Leônidas, após consultar os éferos (espécie de sacerdotes) que lhes orientam a não guerrear com o exército persa, decide levar 300 de seus melhores e mais leais guerreiros ao Portão de Fogo, fronteira norte de Esparta, para impedir um iminente ataque à cidade. O rei toma essa decisão contrariando os éferos e o Senado.

· Midpoint: Quando o próprio rei Xerxes oferece o fim da batalha ao rei Leônidas em troca de rendição e submissão, este mais uma vez recusa submeter-se e afirma que até mesmo um “rei-deus”, como autoentitulava-se Xerxes, poderia sangrar. Xerxes tem seu orgulho ferido, o que aumenta a fúria dos seguidos ataques que ordena.

· Segundo ponto de virada: Quando Elfiates, um espartano rejeito por sua deficiência física, por vingança entrega a Xerxes uma rota secreta que leva a retaguarda do desfiladeiro onde se encontram os espartanos. Leônidas é avisado da traição por Daxos, o rei arcadiano, que havia se unido a ele nessa batalha e encontrava-se, juntamente com seus homens, em uma posição mais recuada. Diante da eminente emboscada, Daxos informa a Leônidas que ele e seus homens baterão em retirada e o aconselha a fazer o mesmo argumentando existirem apenas três opções em tal situação: recuar, render-se ou morrer. Leônidas responde que para eles essa escolha é muito simples pois, espartanos nunca recuam e nunca se rendem.

· Clímax: Após a retirada dos aliados arcadios, os sobreviventes dos 300 de Esparta, aguardam em formação a batalha final com o exército do império Persa. Perante uma vitória eminente, Xerxes mais uma vez oferece a Leônidas um acordo de rendição e submissão ao qual o rei espartano finge capitular ao jogar suas armas de guerra (um antigo código para rendição). No entanto, tratava-se de uma ‘jogada’, um último e brilhante artifício dos espartanos contra os persas: ao retirar seu escudo e elmo, Leônidas fica mais leve, podendo mover-se com maior agilidade, e tem uma melhor visão de Xerxes. Tanto o rei persa quanto seus generais baixam a guarda ao pensarem que o grande rei Leônidas se rendeu então, a surpresa, na verdade este dá um comando de ataque, a formação se abre e um guerreiro salta golpeando um general persa o que dá tempo a Leônidas para pegar uma lança e desferir um golpe contra Xerxes, que não o atinge em cheio mas mostra que, como Leônidas havia dito antes, “até um rei-deus pode sangrar”. Na sequência, finalmente os 300 são derrotados e o rei espartano morto.

· Resolução: Após a morte do rei, o conselho finalmente decide declarar guerra e, um ano após batalha dos 300, um exercito de espartanos e aliados é enviados para batalhar com o exercito persa.

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