“Sou apenas um Bitcoin latino-americano”

Várias nações do mundo passam por problemas econômicos e financeiros. Destacando-se problemas de liquidez real de suas moedas soberanas e de perda de poder de compra, problemas pelos quais vários países passaram ao longo da história. Infelizmente, a América do Sul possui alguns países que se encontram nessa situação.
Nesse sentido, Andreas Antonopoulos, um dos mais conceituados estudiosos de criptoativos, afirmou recentemente que o Bitcoin era a solução perfeita para os indivíduos dos países que passam por tais problemas. Afinal, o ativo criptografado é ótimo para ser usado como reserva de valor e tem excelente liquidez internacional.
Tanto isto é verdade que os números atuais corroboram para mostrar tal realidade dos latino-americanos. O ano de 2019 é o que tem maior volume transacionado de Bitcoin nos países hermanos da Venezuela e da Argentina.
As políticas socioeconômicas do ditador Nicolás Maduro impõem que seu país enfrente uma inflação de mais de 1.000.000% ao ano. Isso faz com que sejam necessárias quantidades estratosféricas de moeda nacional para as pessoas comprarem item básicos do dia-a-dia — havendo casos em que o dinheiro não era mais contado, mas sim pesado.
Assim, mesmo com a volatilidade apresentada pelo Bitcoin, este é um instrumento capaz de oferecer proteção contra a hiperinflação e desvalorização da moeda venezuelana, o bolívar.
Nesta toada de proteção oferecida pelo Bitcoin a Argentina também apresenta um alto volume nas negociações deste ativo por causa da crise que enfrenta. Neste ano de 2019, graças à corrida presidência do país, as negociações se multiplicaram: a média diária que era de 4,8 milhões de pessoas passou para além de 12 milhões.
Chama-se a atenção para o fato de que o uso do Bitcoin como safe haven é tão expressivo, que o volume comercializado na Argentina neste ano corrente supera em três vezes o período de maior euforia do mercado, há dois anos atrás quando o Bitcoin chegou a 20 mil dólares.
E a lei da oferta e da procura é implacável. Toda essa caça por Bitcoins fez com que o valor do ativo aumentasse bem em relação mercado global, criando um premium de quase 20%. Enquanto no mundo inteiro o Bitcoin é transacionado por volta de US$ 9.200, na Argentina pelo é encontrado por volta de US$ 11.000.
Ainda há mais dois fatores para levar em consideração ao preço do Bitcoin na Argentina. Recentemente seu governo, com receio na fuga de capitais para outros países, mudou o limite para a compra de dólares no país: passou de US$ 10 mil por mês para apenas US$ 200. Ademais, O Banco Central da Argentina proibiu o uso de cartões de crédito para compra de Bitcoin e outros criptoativos.
Isso só reforça a tese de que os criptoativos podem e devem ser usados como instrumento para proteger o poder de compra de nossos hermanos, bem como de outros países que passam por situação similar na África e na Ásia. Dessa forma, sugerimos que sigam a música de Belchior, com uma importante adaptação: E eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, pois guardo comigo mantenho meus Bitcoins.
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