Vida leva eu

Janeiro de 2016 eu me encontrava no começo do inferno que vivi nos últimos tempos. Apesar de nem imaginar o que estava por vir já estava bem aflita e, pra tentar lidar com essa aflição, iniciei um diário.

A ideia do diário veio ao assistir a série My Mad Fat Diary (recomendo!), que conta a história de uma garota gorda cheia de problemas com a vida, autoestima e relacionamentos, tal qual eu era e luto todos os dias pra não ser mais.

Eu ainda não fazia terapia e esse diário me ajudou a não pirar de vez. Nele falei coisas que tinha vergonha de admitir pra mim mesma e pude entender que tinha um problema e precisava de ajuda especializada e profissional. Não sei vocês, mas eu tenho uma facilidade muito grande em conversar comigo mesma através de textos. Toda vez que estou confusa e perdida eu escrevo e me leio e releio até digerir todo aquele sentimento e conseguir me resolver internamente antes de tomar uma atitude. É coisa de maluco, eu sei, mas funciona.

A primeira folha do meu diário tem uma lista de arrependimentos. A segunda e terceira tem uma lista de sonhos. Não sonhos inalcançáveis, tipo ganhar na mega sena, mas sonhos pequenos e simples, quase ridículos, mas que pra uma pessoa que vivia praticamente vegetando significam o mundo. Na época eu achava tudo distante e impossível.

Hoje resolvi passar as metas a limpo, ver o que já consegui, o que falta muito, o que tá quase. Deu até um quentinho no coração ver que, no fundo, eu só queria viver e que agora estou vivendo. É bom demais estar viva!

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