sobre o terreno desconhecido da expectativa alheia

“Tu te tornas eternamente decepcionado pelas expectativas que cultivas.” Eu sou livre e ponto. Li um texto que caiu como um bálsamo aos meus pensamentos no dia de hoje após pensar nos encontros e desventuras da minha “vida amorosa” nos últimos tempos. E não tem jeito, ou a gente cultiva a danada da expectativa ou ela é cultivada na gente. E na boa, acho bem melhor quando eu cultivo.

E aí eu lembrei duma frase do Chico Xavier que diz mais ou menos assim: “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor. Magoar alguém é terrível!” Para mim, que conheço meus limites e dores e todo o resto, acredito ser mais fácil desapegar de alguma relação. Como sagitariana que sou e livre, como sempre almejo ser, entendo meu jeito de lidar com sentimentos e escapar deles quando bem me entende. Agora, detestaria ser objeto de expectativa de alguém e não corresponder. Isso é uma coisa que realmente me faz muito mal.

Me deixa pesada e dolorida saber que eu não posso corresponder da mesma maneira com amor, com gentilezas, com sentimento. E não acredito em relações que acorrentam, que prendem. Já vivi algumas assim e definitivamente sei dizer bem do que não gosto. Gosto de equidade, companheirismo e pensamentos em comum. Sei que é difícil achar um par assim e claro, que não será perfeito, mas ando por aí, buscando nesse terreno desconhecido, pessoas que acrescentem e queiram andar ao lado.

Na verdade, nem sei se ando tão na busca. Parece que não estou pronta para me envolver, para vivenciar todas aquelas fases de início de relacionamento. A descoberta parece me tirar um pouco a paciência. Será que daria para pular essas fases? :) É realmente, acho que não estou pronta.

É, na verdade, acho que ninguém nunca está.

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