perspectiva

Outra noite tive uma crise depressiva que me assustou, que me tirou do lugar, que me fez entrar em desespero. Foi colocar a cabeça no travesseiro e perceber que tudo estava perdido, que a minha vida não será mais a mesma e que eu não valia a pena para ninguém.

Foi assustador, foi devastador, me fez perceber que eu não estou nem perto de estar bem, não estou nem um pouco pronta para seguir sozinha e que estou mais destruída do que se pode imaginar. Mas o que eu posso fazer agora?

A princípio? Nada.

Apenas engolir o choro, tentar me manter sã e correr atrás da vida, encher a cabeça de coisas para fazer, resolver, inventar, ver e ouvir, para simplesmente não ter que pensar. Em mais nada.

É foda, eu sei. E o pior, é preocupante pra cacete, porque eu não sei quando vou perder o controle, eu não sei o que pode me acontecer. Eu não sei o que vai ser de mim.

É difícil manter a cabeça em ordem quando se perde a perspectiva. Minha tristeza parece ser maior do que eu, ou pior, ela flui de maneiras que não entendo e veem de formas que eu não reconheço.

Preciso apenas por a vida em ordem. Apenas dar um jeito.

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