Bicicleta Barrenta

Há que se destacar o quão equidistante a bicicleta está para Manoel de Barros.

O sábio Manoel se inspira [ele não morreu] nos passarinhos, nas crianças e nos andarilhos. Fundou palavras e disse mentiras para contar histórias. Defende a humanização das coisas através de suas inventivas escritas.

Seria exagero questionar a alegoria da bicicleta para reinventá-la?

As vezes não é tão claro o esforço de seres pedalantes de humanizar o trânsito, um caminho, uma estrada e até mesmo uma praça. Quando surgem relatos de pedrailhos e cheiro de estabaco que os escapamentos assopram na cara de ciclistas — Relatos tristes contam das tentativas, por vezes frustadas, de humanizar o percurso, deixando trilhas e provocações das utilizações da cidade.

Minha próxima bicicleta chamar-se-á Manoel de Barros, pois com esse nome concedo vários títulos ao balão que me humaniza em locomotiva. Poderei ser andarilho, criança, passarinho; estendendo pela distância o rastro de gente;- fantasiado de bicicleta!

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