Marcos Rey e a literatura infantojuvenil

Em 17 de fevereiro de 1925, nascia Edmundo Donato, mais conhecido como MARCOS REY, roteirista e autor de grandes sucesso literários como ‘Memórias de um Gigolô’ e livros da Coleção Vagalume, como ‘O Mistério das 5 Estrelas’ e meu favorito ‘Bem-vindos ao Rio’.

Minha história com a Coleção Vagalume vem de décadas, literalmente, assim como de várias outras pessoas na faixa dos 30 anos. E ‘Bem-vindos ao Rio’ me marcou muito por ser diferente de tudo que eu havia lido no auge da minha fascinação literária dos 11/12 anos. Neste livro, Marcos Rey consegue criar uma clima de mistério e suspense infantojuvenil maravilhosos, que leva o leitor a se interessar pelos protagonistas bons e maus, algo difícil para a época. Se por um lado torcia por Cláudio e Pat, por outros também me afeiçoava a Baixo, Tereca Nariz, Sabão, Baden entre outros do grupo. Além disso, a aura noir (que não sabia bem o que era à época, mas já percebia algo diferente no ar) é palpável naquele casarão do Catete, perto do Museu da República, da Delegacia e de tantos outros lugares que hoje fazem parte do meu dia a dia.

Enfim, a construção de história policial com dramas urbanos de duas camadas sociais, paixonite adolescente e momentos de ação foram um marco na minha paixão literária, principalmente por ter visto/lido aquilo pela primeira vez em um livro infantojuvenil. Depois, viriam ainda ‪‎Os Karas‬, do maravilhoso Pedro Bandeira; e, atualmente, as obras do querido Luis Eduardo Matta como ‘O Mistério do Grêmio’ e ‘Roubo no Paço Imperial’. Mas, Marcos Rey, na minha trajetória, foi pioneiro.

Obrigada por tudo.

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