7 coisas que na aprendi na minha vida um ano após a Copa das Copas

Eu não entendo de futebol. Muito menos de vida.

Em meus 23 anos me lembro de poucas copas — na verdade eu lembro só das últimas quatro: em 2002 eu estava brincando (foi essa que o Brasil ganhou?), em 2006 eu estava comendo ou dormindo (ou foi essa?), em 2010 eu estava realmente dormindo e em 2014 eu estava definitivamente bêbada.

Apesar de tudo isso, um ano após a Copa das Copas, o campeonato que começou com uma apresentação fail e terminou com um doloroso 7x1, ainda segue me ensinando muito (não sobre futebol, mas sim sobre a vida).

1: No ppt tava bem melhor

Não consigo comer brócolis sem lembrar disso

Sabe a abertura da Copa? Ela se assemelha ao churrasco que você quis dar (e esqueceu da carne), a festa que você ia arrasar (e deu pt na primeira meia hora), ao job dos seus sonhos (que foi seu pesadelo), ao namorado perfeito (que te traiu)…

A vida nem sempre é como você planeja e as possibilidades da execução ser catastrófica são muito, muito, muito grandes.

2: A gente marca um monte de gol contra e nem percebe

Deu ruim.

A culpa não foi do gol que tava do lado errado, a culpa não foi pra pessoa que deveria receber a bola, a culpa não foi do sol que bateu no seu olho e fez você chutar pro lado errado: a culpa do gol contra foi toda sua.

Todos os dias da nossa vida cometemos pequenos erros reparáveis. E, por serem reparáveis, temos a tendência de acreditar que ”fizemos tudo certo” e usar o famoso “o destino não colaborou”. Pois bem, tá na hora de assumir que esse destino que nem sempre colabora é você mesmo: você erra. E erra bastante — e tá tudo bem por isso!

3: Tudo bem “Fazer o Neymar”

Eu quando tô trabalhando demais

Tem dias que a gente acorda e pensa: fodeu, não vou dar conta, não vou conseguir, socorro.

O “certo” seria não desistir e tentar mesmo assim. Mas nem sempre insistir em algo que você sabe que vai ser humilhante é a melhor opção (na real, se sabe que não dá pra ganhar, tudo bem aceitar perder antes e nem tentar).

Nem sempre estamos prontos pra encarar tudo, sua persistência não precisa ser teimosia: tá autorizado fazer o Neymar (a.k.a: arranjar uma boa desculpa para não fazer algo).

4: 7x1 dói. Dói muito.

Nossa geração é feita das pessoas que não se envolvem por medo de se machucar, que preferem cesária por medo da dor, que não andam de bike por medo de cair. Acontece que certas dores são inevitáveis e, por mais que você fuja, elas vão te pegar e te desmoronar.

Eu mesma não presenciei o 7x1: depois do terceiro gol, aumentamos o som e a bebida e o jogo ficou de lado. Mesmo fugindo dele, fui atingida quando vi as pessoas tristes, as bandeirinhas sendo retiradas dos prédios, o nó na garganta de cada um que acreditou.

7x1 dói, dói como quase tudo da vida. Dói muito. Tudo bem viver essa dor.

5: 7x1 foi é pouco!

Sabe essas pessoas que tem medo da dor? Pois bem: elas quem mais precisam viver a dor. Mereciam um 10x1 de cara, pra sofrer mesmo, ir pro fundo do poço sem dó — afinal, só quando você está no chão você descobre sua incrível capacidade de levantar.

6: Relaxa, mesmo perdendo sua mãe ainda vai te amar

Vemk miga, dá um abraço.

Ninguém gosta de perdedores, certo? Certo.

Mas, acima de todas essas pessoas que vão fazer piada do seu fracasso, existe sempre alguém disposto a te ajudar sempre.

Essas pessoas valem mais do que qualquer conquista. Mesmo.

7: Já faz um ano — aceita e supera.

Sete era meu número de sorte. Agora toda vez que uso o “7” vem um monte de gente com “7? Do 7x1? Não fala de 7 que dói”. Gente, passou, aceita e supera. (e deixa o 7 em paz, ele não teve culpa).

Chega de viver eternamente aqui.

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