Me fala o que você prefere
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Oi. Não sei se vocês sabem, mas eu estou melhor. Às custas da ajuda de muitos amigos queridos, um novo psiquiatra, um novo coquetel de remédios e, seila, sorte. E esperança — não minha, mas dos outros.
Eu sei que falar sobre transtornos mentais me expõe bastante. Ao mesmo tempo, ajuda muita gente: a entender o próximo, a se entender, se identificar, buscar ajuda, essas coisas. E eu sempre quis a parte da ajuda, a parte em que eu, com um texto, consigo chegar ao coração dos outros, isso sempre foi mais importante. É mais importante.
Não gostaria que esse canal fosse um desses que servem apenas para desaguar a alma consternada. Eu quero e tento e proponho que a gente se entenda. Que, de alguma forma, os meus textos tragam algum tipo de consolo de identidade.
Ah, não é só Fulano que é desse jeito. Olha essa menina aqui.
Ah, não sou só eu que sofro com isso. Olha essa menina aqui.
Porque transtornos mentais são apenas mais uma das mazelas da humanidade.
Como diabetes. Como pressão alta. Como coração partido.
Então agora eu vou deixar vocês escolherem. Precisa escrever nos comentários.
Você prefere que eu conte tudo nos mais nauseantes detalhes?
Ou você prefere uma versão romântica do abismo que me engoliu?
