Impossí(vel)bilidade

Rael Marat
Jul 22, 2017 · 1 min read

Queimar para renascer,

Ao pó ir, para do pó retornar.

Há sempre mais espaço em nossa cova coletiva;

Reinventar o olhar para finalmente,

Quando diferentemente enxergar,

Tornar-se diferente enfim.

Deixei de lado os livros vermelhos.
Sem as armas, sem a pele e agora sem a alma.

Não pode haver a força da imposição,

Apenas a vocação,

Tenho o sono da frustração

Guardo as esperanças da renovação.

Asfixia-me o desejo reprimido e intangível,

Alegra-me, contudo, uma nova libertação.

Uma vida em solitário não é contudo, isenta de paixões

Uma volta às origens e aos laços que não foram desatados

Se ao menos soubessemos o porquê de nossos atos.

O compasso dos olhos é simplesmente a contemplação

Já o dos meus passos está muito aquém do meu coração.

Mas andar é seguir e seguir, é estar sempre em um novo lugar.

Olhar para trás e se arrepender, é a entrega do suspiro que ainda resta.

Mesmo tendo feito todo o possível,
O impossível é simplesmente o infinito das possibilidades.