Não prometo mas te ofereço.

Não peço que não sinta medo. Seria egoismo demais;
Não peço que não sinta receio. Seria confiança demais;
Não peço que não fuja. Seria covarde demais;
Não peço que se apresse. Seria hipocrisia demais.
Não peço que se acalme. Seria clichê demais.

Mas não se engane! Eu não te peço nada.

Pelo contrário, te ofereço.

Te ofereço uma companhia para quando quiser, um bom papo para quando tiver tempo livre, uma risada a toa quando ficar triste ou um abraço forte quando a saudade bater. Te ofereço minha presença ou ausência quando necessário. 
Não te prometo cura dos teus males pois nem dos meus eu sei ainda. Mas te ofereço ajuda, com os seus, os meus ou os nossos problemas.
Te ofereço o que tenho e o que sou: vontade.

Vontade de estar contigo, vontade de ir e de vir sem pressa ou compromisso marcado com trato assinado. Não é vontade de ter mas de ser. De ser o que quisermos, como quisermos e se quisermos. De apenas ser, sem formatar, rotular, enquadrar ou até pensar: só fluir.

Transitar entre o que existe e o que sugere, entre a vontade e um desejo. Sem pressa, com seu tempo. Com um tempo novo. 
Um tempo que relógios não marcam, um tempo só seu. 
E que quem sabe, possa ser nosso.

Não te prometo curas ou soluções. 
Mas te ofereço a promessa do meu melhor.


PS: Nem te peço que aceite o que ofereço.