O continuo exercício de meu amor

Nunca houve algo que eu deixasse de gostar. Nada que passou pelo meu coração perdeu o meu carinho e tudo que amei foi pela vida toda.

Guardei na concha da mãos desde o primeiro olhar ao ultimo beijo. Jamais praguejei maldições para quem um dia declamei poesias. Fui fiel ao meu gostar, ao meu amar.

Hoje, com o peso das primaveras nas costa e o peito se esvaziando de vida vejo que não errei. Amei, e ainda amo cada uma que dançou diante meus olhos e ainda sinto falta de cada corpo que se entrelaçou no meu em busca de prazer.

Sei que morrerei sozinho, mas também sei que não deixei de amar um só segundo da minha vida. Isso não torna minha existência mais angelical ou menos dolorosa, mas torna minha vida um exercício eterno de amor.

Amei demais e hoje morro feliz: fui amante do mundo e ele me correspondeu.

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