A minha relação de puro amor com sub-celebridades

Ou como a obscura cultura pop brasileira formou o meu caráter


Dia desses, em uma festa de aniversário, alguns amigos que não vivem esse fantástico mundo da internet vieram criticar, ainda que de forma “humorada”, o quanto eu me empolgo quando consigo uma resposta de alguns dos meus “ídolos” mais obscuros dos anos 90/00.

Quem me conhece sabe que sou fascinado com esse universo das sub-celebridades que em algum momento da minha infância e adolescência foram relevantes na mídia.

Sou fã do Grupo Polegar, em especial do Rafael Ilha. Meu primeiro amor platônico foi a Angélica (que se não fosse o casamento com Luciano Huck, tenho certeza que estaria nesse mesmo patamar de “sub).

Também me amarro e ainda escuto Felipe Dylon, que já é bem mais recente. E perdi a conta de quantas segundas-feiras fui dormir tarde por assistir e, por que não, ser doutrinado na arte da sedução pelo ator e sedutor profissional Marcos Oliver durante o Teste de Fidelidade.

Coloque no meio aí também: Latino, Serginho Hondjakoff, Simony, Roberta Miranda e qualquer outra pessoa que você possa considerar tosca, mas que se não fosse por elas, dificilmente o Ego teria assunto todos os dias.

A questão é que ao longo de todos esses anos eu criei uma espécie de relação com essas (sub) celebridades. Sempre tive plena consciência de que eles não faziam a menor ideia da minha existência. E isso não me incomodava nem um pouco. Era um acordo que eu sempre soube lidar.

Mas aí vieram as redes sociais, em especial o Twitter e o Instagram e tudo mudou. Essas pessoas agora publicavam coisas do seu dia e a dia e podíamos comentar. E com um pouco de sorte, teríamos uma resposta.

Essa é a graça da internet e das sub-celebridades. Saber que elas são toscas como a gente. Fazem coisas idiotas como a gente. Postam fotos no elevador e de comida, assim como a gente. E respondem os nossos comentários toscos da mesma forma.

Dia desses fiquei extremamente feliz apenas por ter ganhado um “bom dia” do Felipe Dylon. O cara agora tá tentando emplacar um trabalho novo e vem interagindo bastante no Twitter. Por que não aproveitar esse momento?

Tentando ser o novo muso do verão

E quando tivemos as eleições do ano passado e, embalado com o sucesso recente por ter participado da última edição d’A Fazenda, o nosso adorado Marcos Oliver resolveu se candidatar a deputado? Foi um fracasso nas urnas, mas ainda assim se lembrou de todos aqueles que o apoiaram desde o início. Ou, como ele gosta carinhosamente de nos chamar: discípulos.

Pilulas de sabedoria com Mestre Marcos Oliver

A graça da internet é justamente essa. Ter uma aproximação com pessoas que você jamais pensaria ter algum tipo de contato no início dos anos 2000.

Saber que todos eles estão nessa fascinante rede de computadores sem ter a menor ideia das noções de etiqueta virtual e cometendo as mesmas atrocidades ao bom senso que nós mesmos fazemos no dia a dia.

Roberta Miranda, a rainha brasileira do Instagram

Fica aqui a mensagem de que o mundo sem as sub-celebridades e sua necessidade patente de retornar à mídia seria completamente sem graça.

Principalmente pra gente que cresceu acompanhando e devorando tudo relacionado a cultura pop brasileira e até mesmo internacional.

Para me despedir, fique com aquele que promete ser o grande hit de 2015, um oferecimento de Serginho Hondjakoff e Dino Boyer:

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