desnorteada

Eu sou uma bússola e me confesso quebrada. Confesso que meu norte insiste em ir para trás, insiste em fazer o viajante tomar o caminho oposto. Sei que não há caminhos certos e errados, não é assim que funciona a viagem. Mas sei que o norte guia e eu não sei mais guiar. Confesso que estou esperando que me consertem, que acertem meu trajeto por mim. Mas declaro que estou tentando achar minha própria rota, por conta própria. Às vezes eu paro, de novo. Às vezes eu volto, de novo. Às vezes eu quebro, de novo. Mas estou tentando. Desculpe, viajante. Sou uma bússola quebrada, mas não desista de mim.

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