O Craque

Nunca gostei muito do estilo do Cristiano Ronaldo. Questão pessoal mesmo. Sempre admirei mais jogadores com outro perfil técnico. O que nunca me impediu de compreender o imenso jogador que ele é.
Nessa Euro, desde o início, talvez até por ter acompanhado de forma mais dedicada, comecei a entender o que é esse cara.
Imagino, pois nunca fui lá, e projeto, porque vejo as repercussões, que ele seja o maior atleta da história de Portugal. O de maior alcance e fama mundial. De maior quantidade de conquistas individuais. Mas é aí que reside também suas maiores frustrações.

CR7 sabe bem como é. Tente imaginar que você tem metas de vida. Sabe os percalços que terá que passar pra chegar onde imagina. Consegue. Sem moleza. Na luta. Mas depois de tudo isso, descobre que faltou agradar. Faltou conquistar para os outros. Faltou conquistar por outros.
Cristiano Ronaldo é grande em todo o mundo. Mas faltou conquistar um país. O seu. E na segunda maior oportunidade de conseguir, o oitavo minuto do primeiro tempo impediu um dos maiores camisas 7 de todos os tempos de ser protagonista. Teve um Payet. E um joelho esquerdo. O que faltou? Nada!

Portugal é o campeão europeu de 2016. Cristiano Ronaldo é o líder desse time. E descobre, agora, depois de tantos títulos, o que é a plenitude. O que é ser um ídolo completo. O que é ser maior que Lionel Messi. CR7 não é apenas uma sigla. É um marco pra Portugal.
