O que está errado?

“[…]Procuro um profissional que faça o que lhe for mandado. Não precisa trabalhar bem em equipe, mas que busque realizar um trabalho perfeito.
Esse funcionário se reportará à mim e será avaliado a cada três meses. Vou ouvi-lo, como a todos os meus empregados, mas as decisões serão sempre minhas. Aqui não é uma democracia.
Não preciso dizer o óbvio para esta posição: Estar sempre atualizado e preparado para mudanças é o mínimo que se espera. Não é um diferencial.
Se você é mulher, ganhará o equivalente ao seu trabalho produzido, como todos os demais trabalhadores. Não quero saber sua religião, cor, etinia ou preferência sexual, desde que ajude a empresa a se manter competitiva. Respeitamos a todos.
Nosso laboratório farmacêutico dispõe dos melhores equipamentos e tem acesso aos melhores especialistas do mundo, o que nos ajuda ser extremamente competitivos há mais de 20 anos. Aqui, entretanto, você não ocupará um cargo de gestão. Estamos contratando um especialista técnico, logo, não tenha esta expectativa. […]”

Depois de apresentar o anúncio da vaga de emprego, o professor manteve o projetor ligado e perguntou aos alunos o que tinha de errado. Os alunos, então, comentaram vivamente:

Katarina:

Nossa professor! É bizarro ver que em pleno século XXI ainda temos idiotas machistas como este cara. A mulher precisa ocupar o seu espaço e os trangêneros precisam ser valorizados! Deplorável!

Ao que Pedro adicionou:

[…] e essa empresa nunca dará certo! O cara demonstra um incrível desconhecimento sobre as ideias modernas de gestão. Onde já se viu centralizar todas as decisões e fazer avaliações de desempenho a cada 3 meses!?

João lembrou ainda:

O pior é o lance de não precisar trabalhar bem em equipe! Mano, em que época este cara vive? Ridículo.

e Carol finalizou:

Devem trabalhar loucamente, até altas horas da noite e devem ser todos infelizes, com muita hierarquia e supervisão!! Um péssimo lugar para se trabalhar.

O professor ouviu a todos e depois do último comentário fez um breve momento de silêncio e um pouco desconfiado disse:

Ok pessoal… Mas, uma vez que estamos na aula de português, o principal erro é a crase antes do pronome “mim”. Antes dos pronomes pessoais, como eu, tu, ele, ela, nós, vós ou mim (pronome pessoal oblíquo), não ocorre crase. Ok? Todos dispensados.