Nano Scan

A equipe foi formada baseada nos briefings que cada um entregou na AVI. Somamos nossas perguntas que giravam em torno dos temas: democratização da tecnologia, acesso aos avanços da medicina e a saúde pública.

Assim, formamos a nossa pergunta chave: Como democratizar o acesso a novas tecnologias de cura/ prevenção/ diagnóstico de doenças?

Em seguida entramos no processo de ideação em que tivemos um grande volume de ideias com qualidades diferentes. Como pode ser visto na imagem abaixo.

Na semana seguinte, chegamos em alguns conceitos que davam a primeira definição do projeto. O que sabíamos:

- Seriam Nano Robôs digeríveis (bio robô)

- Teria uso de material biossintético

- Alguma lógica de banco de dados para guardar as informações

- Preocupação maior com o diagnóstico e prevenção, filtrando a pergunta chave. (Ciclo da saúde pública)

Posteriormente, iniciamos algumas pesquisas para que as partes soltas do conceito ficassem mais consistentes. Buscamos sobre nano robótica; materiais biossintético; sistemas de banco de dados; entre outros.

Conseguimos informações sobre nano robôs que são implantados na corrente sanguínea para tratamento do câncer; dos avanços dos biossintéticos e do sistema autogerido do Block Chain. Com isso, a ideia ficava cada vez mais clara e palpável para toda a equipe. Entretanto, algumas dúvidas em relação ao funcionamento e a materialidade do projeto surgiram, pedindo novas pesquisas antes de fechar o conceito.

Com a definição dessas outras nuances técnicas, principalmente o método de diagnóstico (teste de PCR), foi possível acreditar na ideia e trabalhar na parte mais teórica e mercadológica do nosso nano robô.

Outras referências e informações de caráter técnico-médico, podem ser encontradas na nossa página do Facebook:

https://www.facebook.com/nanoscanbr/

A definição do projeto foi feita baseada em uma adaptação do diagrama 5W2H (What/ Why / Where/ Who/ When / How/ How much):

Também, criamos um fluxo de como iria acontecer o processo de diagnóstico centrado no usuário:

Fluxograma

A seguir, começamos a pensar no nome e no logo. Esse foi um processo paralelo com o estudo de morfologia e desenho do robô em si.

As principais influências que tivemos foram vírus, bacteriófagos e minas terrestres. Em um primeiro momento fizemos alguns sketches das ideias centrais.

Algumas outras imagens nos inspiraram em relação a função e forma:

Mas aquela que mais se aproximou da proposta que queríamos, a de algo leve que entrasse na corrente sanguínea e fluísse por ela foi a imagem do Mine Kafon. E a partir dela, realizamos nossos novos sketches e consequentemente o modelo.

Mine Kafon
Sketches baseados no Mine Kafon
Modelo do Nano Robô

Voltando ao logo, devido a estética adotada o logo seguiu o desenho baseado no modelo e nos sketches. As cores azuis foram escolhidas para dar a idéia de algo ligado a saúde (cuida e protege) e a tecnologia (inovação). Assim, nasce o Nano Scan.

Logo

Para que todos os conceitos, ideias e processos ficassem alinhados e coerentes fizemos o Business Model Canvas (BMC). Isso foi importante também para que entendêssemos melhor as variáveis do projeto, realizássemos uma pesquisa extra sobre o contexto que estávamos tratando como problema, a saúde pública no Brasil, e qual era o projeto de um ponto de vista holístico.

Contexto da Saúde Pública no Brasil
Business Model Canvas — Nano Robô

Depois de toda essa auto análise, o vídeo foi fácil de ser roteirizado, pois estávamos com foco total no usuário e nos problemas que ele e encontra no contexto da saúde pública no Brasil. Desta forma, todo o apelo do vídeo é para esse público e os problemas que ele enfrenta.

Rascunho do Roteiro do Vídeo

Roteiro final do vídeo:

Linguagem: Expositiva — Sintética — Stock footage que ilustra

Problema Atual: Tempo e alto custo de exames

Cenário Ideal: não seria muito melhor se pudéssemos realizar esses exames de maneira fácil, rápida e barata? — “E se…” — Se não houvessem filas e coletas invasivas?

Apresentação do Produto

Tecnologia (superficial): Nano robôs + tecnologia bio sintética + Banco de dados integrado (Block Chain) + Impressora 3D (feito por vc)

Proposta de valor (solução): Praticidade (o exame é feito sem perceber + impressora 3D) + Rápido + Acessível (Smartphone)

Conclusão — Convencimento: Este é o Nano Scan — trilha sonora

Infos: Site — FB + Logo

Vídeo Nano Scan — Versão Final

Chegado o dia do Pitch Fight, estávamos super nervosos. Quando inseridos no contexto da sala, não se tem uma noção de quais ideias estão mais desenvolvidas e quais não.

Após essa primeira impressão, a ansiedade se mantém. Conversamos e quando se iniciou a visita dos jurados aos stands, nos sentimos confiantes no nosso projeto. Explicamos e escutamos feed backs muito bons, que nos fizeram alterar nosso pitch e a forma como posicionamos a nossa estratégia.

Stand do Projeto Nano Scan

Fomos, batalhamos e chegamos na final. O embate foi contra um projeto muito legal. Defendemos o nosso projeto muito bem, mas a ideia escolhida pela maioria foi a outra. Mereceram, era muito mais palpável. Mas apesar da derrota na final, todo o aprendizado durante o curso e na disputa do Pitch fights, foi muito mais valoroso do que a vitória na final. Tiramos disso, muitas experiências que extrapolam o nosso meio de atuação. Pensamos de uma forma abrangente, aberta a ideias inovadoras e visualizamos um futuro melhor, mais diverso, mais inclusivo e com mais compaixão. Vivemos num período de crise e a forma com pensamos o futuro hoje, pode ser a solução para o amanhã. E isso com certeza pode fazer a diferença na vida de alguém.

Grupo era composto pelos alunos André Dragoni, Cristiane Ferreira e Rafaela Cossielo.