Olívia me livrou da depressão, me fez diminuir o tarja preta (falhei nessa etapa pouco tempo depois), me fez ter vontade de chegar em casa e principalmente me fez querer estar novamente nesse plano.

Eu sofri por 11 meses, achando que no décimo segundo eu estaria depreciando tudo o que foi vivido, me culpando pelas decisões.

Decisão é um negócio estranho, decisão entre um (ex) casal é mais triste ainda. Um dos lados sofre mais, o outro supera mais rápido, o outro se obriga a seguir em frente, sozinho.

Dói! E vai doer! Todo dia 19. Todo dia 16. Todo mês de maio e todo mês de outubro.

Esses tempos, li em uma reportagem que a dor do fim demora em média dois anos para passar.

Um amigo próximo, que encarou todos esses dias comigo, me deu 365 dias pra sofrer, nem um minuto a mais, nem a menos.

Me perguntou se hoje se doía, não dói. E não doer é, na verdade, a dor mais terrível. Hoje eu choro, mas não choro como o último 16 de outubro.

Choro em silêncio, baixinho. Choro a dor da libertação, choro a dor de não sentir dor.

Eu quero sofrer, quando não existe mais sofrimento.

São 365. O luto acabou!

A vida(re)começou!

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