Vamos quebrar o aquário!

Ah, o primeiro artigo…

Quantos pensamentos… sentimentos… A primeira vez de qualquer coisa na vida inaugura uma possibilidade… possibilidade de ser bom ou ruim, ou mesmo médio, mas, de qualquer forma, traz em si uma grande expectativa e um passo importante para fora da famosa zona de conforto, aquela lá, onde a gente se esconde, e que costumo chamar de aquário que construímos para viver, mesmo estando dentro do oceano (insano quando pensamos assim, não é?).

Pensando em tudo isso tive o insight para o primeiro assunto (espero que primeiro de muitos) aqui nesse espaço e com esses leitores:

Auto responsabilidade

Estou onde me coloquei, e todos nós estamos onde nos colocamos, seja nos limites do aquário ou soltos no oceano, abundante em possibilidades! Resolvi nadar de braçadas pelo oceano, e é bom, hein!

Sou Psicóloga e trabalho como Coach Financeiro, então, as questões que permeiam as pessoas que me procuram são fatalmente a relação que estabelecem com as finanças, e olha, esse tema dá pano pra manga.

Bom, sugiro uma reflexão sobre a auto responsabilidade: Já parou para pensar que a forma com que lida com dinheiro é a forma como lida com a vida?

Desapegado ou obsessivo, o que nem sabe quanto ganha ou o que conta até os centavos. Falei de extremos, mas entre um e outro, infinitas possibilidades… e a relação emocional então?

Dinheiro linkado com afeto (isso não tem como dar certo…) Dinheiro como sinônimo de poder e controle, e assim também, muitas possibilidades…

Até aqui tudo parece óbvio, certo? E de fato, qualquer relação que se estabeleça entre você suas finanças pode ter pouca influência em sua vida, desde que se sinta confortável com ela. E fico feliz por existirem pessoas que se encontram satisfeitas, sinal de que está tudo bem. A coisa pega mesmo para quem está infeliz, insatisfeito e em alguns casos até doente.

Quando o problema vira um “monstrão” !

Para alguns, a relação com o dinheiro virou um monstrão, ou mesmo uma caixa preta, sabe aquilo que não queremos nem olhar? Que ficamos rezando para alguém resolver por nós? Lembrei do meu carro que está vazando óleo há uns meses… mas puxa vida, acho um porre cuidar disso. Enfim, o carro é meu, meu marido até fica me lembrando desse vazamento, e eu aqui, adiando, esperando que um milagre opere nessa questão… então né gente, não vai rolar! Vou acordar mais cedo e levar meu carro (que é minha responsabilidade) em uma oficina e arrumar esse vazamento, antes que possa representar um perigo ou uma despesa muito maior.

A espera de um milagre !

E a sua relação com as suas finanças, como está? Esperando um milagre?Jogando a responsabilidade de cuidar delas para outra pessoa? Olha só, assumir a responsabilidade pela própria vida e por suas decisões pode ser chato, principalmente se for em alguma área onde não se sente confortável, mas, ao mesmo tempo, vem os benefícios: liberdade, consciência, paz interior. E o melhor: sempre existem maneiras de reverter qualquer situação financeira insatisfatória. Uma pequena observação: insatisfação com a relação financeira acomete de endividados a endinheirados, a quantidade de dinheiro não é a questão.

Enfim, é possível transformar essa relação, substituir crenças limitantes por crenças fortalecedoras, encontrar uma maneira prazerosa de lidar com as finanças. Não existe uma receita, cada pessoa encontrará um jeito particular e que funcionará bem, de acordo com suas características.

Alguém pode dizer: “Mas eu já tentei, já preenchi planilhas e nada dá certo…”. e eu digo: lidar com finanças não se resume a preencher planilhas, é preciso avaliar e tomar consciência de padrões estabelecidos na infância, das questões emocionais envolvidas, trabalhar o medo, o vitimismo, a procrastinação… Enfim, é um processo de desenvolvimento pessoal, transformador, e que traz resultados rápidos, dependendo do comprometimento e entrega de cada um para de fato encarar tudo isso e quebrar os vidros do aquário!

Entre em contato e tire suas dúvidas pelo email: coachrafaelapimpao@gmail.com

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Artigo originalmente publicado em http://zettavettore.com/blog/auto-responsabilidade-por-rafaela-pimpao/