notas sobre A festa — parte 3

“a festa de mateus” nasceu de dois pontos distintos.

eu queria, há algum tempo, falar sobre depressão e suicídio. uma peça que pudesse abrir uma análise sobre a questão. não que esgotasse, mas que fosse um ponto de partida.

por outro lado, o fabio e a vivian me procuraram pra escrever uma peça que (i) pudesse ter cenas paralelas, (ii) acontecesse fora do palco italiano, num lugar não-convencional, (iii) desse ao espectador opções ao longo do espetáculo, que ele fosse uma espécie de coautor, (iii) todas as cenas acontecessem ao mesmo tempo, em tempo real e (iv) todas as tramas estivessem integradas.

quando eles me procuraram pra essa conversa, falando sobre a peça que tinham assistido em juiz de fora e dos estudos do rodrigo portella — de quem sou grande admirador e que veio dar uma oficina sobre hiperdrama no início do projeto — pensei imediatamente numa história que se passasse em uma festa, com personagens se cruzando e cruzando suas histórias.

mas só uma festa? onde ficaria a instabilidade?

assim, nasceu “a festa de mateus”. uma festa para um menino morto. uma festa organizada por uma mãe para seu filho que se suicidou. com convidados sabendo pouco, nada ou muito dessa história.


a festa de mateus
de 9 de agosto a 27 de setembro
terças-feiras, às 20h
solar do jambeiro (rua presidente domiciano, 195), niterói
Informações: facebook.com/afestademateus e afestademateus.tumblr.com
classificação etária: 18 anos
espetáculo gratuito. pré-agendamento através do WhatsApp 99110–5961


“A festa de Mateus” foi selecionado na Chamada Pública de Teatro no Solar do Jambeiro da Prefeitura Municipal de Niterói, Secretaria de Cultural de Niterói e Fundação de Arte de Niterói — FAN.